Sobre a importância das pessoas…

As únicas pessoas importantes que eu reconheço são as pessoas que me importam. As outras são-me completamente indiferentes. Já vivi o suficiente para saber que a maior parte das pessoas que passam por importantes são tão vulgares e comuns como eu. Muitas até (perdoai-me a imodéstia) serão menos interessantes.
Quando eu era criança, julgava que as “pessoas importantes” tinham um halo qualquer sobre a cabeça e eram mais inteligentes, mais virtuosas e mais cultas do que as demais. Depois fui descobrindo que não era assim e que as “pessoas importantes”, em geral, não tinham nada que as recomendasse à posteridade, a não ser o néon. A História está a abarrotar de “filhos da puta” (e que as “putas” me perdoem) que se julgaram ou foram julgados…importantes.
A minha vontade, hoje, de conhecer “pessoas importantes” é nula. Não lhes abriria a porta de minha casa, nem beberia um whisky com elas. Imaginai a lista dos indesejados…
Fevereiro.2005
recuperado de abnoxio.blogs.sapo.pt

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