“O gajo é lento!”…

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Jantávamos. Quando, inesperadamente, apareceu José Gil no Jornal das Nove, da SICNotícias, pedi aos meus filhos mais novos que… prestássemos atenção. O Henrique (11 anos) fingiu adormecer. O Francisco (17 anos) fingiu que ressonava. Interrogado por Mário Crespo, José Gil lá foi debitando as vulgaridades do costume. No fim, pedi ao Henrique um comentário. Saiu, fulminante: Pai, o gajo é lento! E o Francisco acrescentou: estava sempre a repetir-se!
José Gil ainda não aprendeu o óbvio: a televisão é um meio estranho à filosofia e ao professorado. Se fosse um pouco mais clarividente ou um pouco menos vaidoso, recusaria liminarmente todos os convites para ser interrogado em directo por um Mário Crespo qualquer. Os ritmos da televisão não conjugam com os ritmos do pensamento ruminante. O Henrique, nos seus onze anos, poderia ensinar José Gil a dialogar um pouco melhor com o espelho…

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