Improviso para parecer de bússola…

Sobram sempre apenas cenários
casas incompletas
silêncios de portas e janelas que já não abrem nem fecham
há nomes de pedras sobre o lodo
que não decifro
e vestigios de rituais que dizes satânicos
talvez nenhum tronco renasça das águas
como o primeiro
na memória dos caminhos que agora se perdem na indiferença de quase tudo o que já foi
há perguntas a que nunca respondes
mistérios que sobram sempre para nós.

Ademar
26.12.2007

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