Improviso para beber-te…

Ninguém reclama tanto das palavras
e nenhuma posição faz justiça à intensidade do teu corpo
e à leveza
há uma perfeição antiga no silêncio em que te escondes
um recato que acolhe uma profusão de mistérios
o mais original e impartilhável dos teus segredos
que continuo à espera que derrames nos meus lábios.

Ademar
27.12.2007

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