Improviso em cima do balcão…

Não há precipícios
como os mais íntimos
esse mistério sobre que saltas
sem amarras nem algemas
apenas por que confias
na orientação dos ventos
abres o cofre dos teus segredos
numa tarde interminável
ainda não desceste do balcão da infância
ainda sentes nos braços
as mãos antigas que te agarram e projectam
o chão parecia então muito longe
às tuas pernas tão curtas
nesse tempo em que todos te imaginavam
tão próxima do céu.

Ademar
29.05.2007

One Response to “Improviso em cima do balcão…”

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  1. Luis Pestana says:

    O “balcão da infância”…
    Muito bom, parabens

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