Improviso à sombra de uma figueira…

As orelhas dialogam sempre
mais depressa com as mãos
e mais intimamente
e quando os pés imploram
o sustento do chão
até o silêncio parece sulcar
ainda mais profundamente
a memória do corpo que se interroga
afinal
talvez haja ainda mais terra
depois daquela em que nos perdemos.

Ademar
31.10.2008

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