Entre toda a luz e algumas sombras – memórias de uma viagem interior (68)…

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Há um jogo íntimo, permanente, entre o que se espera e o que se deseja. Um jogo que, por vezes, mais parece um confronto em que perdemos sempre ou raramente ganhamos. Desejamos muito mais do que esperamos e esperamos, frequentemente, não sabemos bem o quê. E na fronteira entre uma coisa e outra, a consciência é um ponto de interrogação, seguido de muitas reticências. Não se trata de um jogo entre o possível e o impossível. Não raro, o que esperamos é tão possível ou impossível como o que desejamos. A diferença não está nos outros, mas quase sempre em nós, nessa espécie de desequilíbrio interior que nos impele a querer mais ou menos do que estaria ao nosso alcance. Porque a expectativa e o desejo fazem parte de nós, nasceram do mesmo embrião. Tanto, que raramente somos capazes de os distinguir…

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