Entre toda a luz e algumas sombras – memórias de uma viagem interior (48)…

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De tanto treinares o silêncio, como que perdeste o sentido e a noção da resposta. Raramente respondes, a não ser com a mudez do corpo. E, algumas vezes, a nudez. Parece que as tuas palavras nunca esperam ou subentendem o diálogo. Digo: as palavras que dirias, se o teu pensamento mais íntimo não ficasse sempre refém das cordas vocais. Mesmo as raras perguntas que fazes viajam quase sempre com a resposta (implícita) dentro delas. Desconheces a gramática das pausas e do contraditório. Não reconheces sinais de pontuação. Todos os teus poemas começam e terminam em monossílabos. E dizes sempre tudo…

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