Em 1997, o IPPAR abriu um concurso internacional para “restauro do órgão de tubos do Mosteiro de S.Martinho de Tibães”. 6 concorrentes apresentaram-se a concurso. 12 anos depois, o restauro ainda não foi iniciado e o órgão vai-se degradando…

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Robert C. Smith, Frei José de Santo António Ferreira Vilaça – Escultor Beneditino do Século XVIII

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Foto de Elisabete Pires.

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Foto de Elisabete Pires.

Uma parte desta estória tão portuguesa poderá ser lida aqui. Há quarenta anos (desde que comecei a frequentar Tibães) que imagino como soará o admirável órgão barroco da igreja principal da antiga casa-mãe da congregação beneditina. Em 1997, quando soube da abertura do concurso, respirei de alívio e de satisfação. Finalmente, pensei, iria poder ouvir o órgão de Tibães. O concurso, porém, foi anulado e tudo regressou à estaca zero, digo, à consabida inércia nacional. 12 anos depois, o órgão continua por recuperar e, naturalmente, vai-se degradando. Pobre país (afogado em auto-estradas e prometido à alta velocidade ferroviária), que não tem sequer uns trocos para restaurar uma das suas jóias patrimoniais…

One Response to “Em 1997, o IPPAR abriu um concurso internacional para “restauro do órgão de tubos do Mosteiro de S.Martinho de Tibães”. 6 concorrentes apresentaram-se a concurso. 12 anos depois, o restauro ainda não foi iniciado e o órgão vai-se degradando…”

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  1. Dario Silva says:

    É bom vê-lo tão devoto? Saramago está, por certo, contente.

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