Elogio da saudade…

Acho que só há uma maneira de perceber a falta que certas pessoas nos fazem: estarmos longe delas e interrogarmos em nós o sentido da sua ausência. O hábito é corrosivo da saudade e sem saudade…as pessoas morrem.
O cancro da maior parte das relações é o hábito, que estiola a fantasia e torna irrelevante ou dispensável a necessidade do outro. As relações precisam de férias, como o corpo e a alma. Por isso é que eu digo que não há como o distanciamento físico para percebermos como os outros são ou não importantes para nós.
As pessoas que se pesam demasiado umas às outras não têm futuro entre si. O excesso de peso mata…
Fevereiro.2005
recuperado de abnoxio.blogs.sapo.pt

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