E sobre alunos agredidos por professores… não há também números?…

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Público, 28.02.2007
Sou pai e sou professor.
Como professor, nunca fui agredido, nem insultado. E já tive alunos que iam “armados” e “drogados” para as minhas “aulas”.
Como pai, não tenho a mesma “sorte”. O meu filho Henrique, de 8 anos, já levou (por estar a olhar para o lado) uma sonora e humilhante bofetada na sala de aula, dada por um miserável que passa por professor dos apoios educativos, um cobardola que pôs os olhos no chão quando, perante os outros pais, eu lhe perguntei, cara a cara, cinicamente, se lhe podia devolver ali a bofetada.
Sim, falai dos professores agredidos…

13 Responses to “E sobre alunos agredidos por professores… não há também números?…”

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  1. João Norte says:

    Infelizmente também é verdade. Também eu sou (fui) professor e pai e também tenho casos semelhantes. Porém o professor que agride está sujeito a processo. Não acho que tenhas feito bem. Como pai devias ter seguido as vias normais mostrando o respeito pelo astatuto que o professor deve merecer. Querendo todos fazer justiça, caímos no desrespeito em que a Escola se está a transformar. Isso não é bom para o Ensino.

  2. Anónimo says:

    Não sei qual o mais parvo! O professor que bateu ou o pai que tal pergunta fez?…

  3. Tinha duas hipóteses: ou participava do “professor” ou tentava dar-lhe, pedagogicamente, uma lição, que ele nunca mais esquecesse. É óbvio que não perfilho a tese do “olho por olho”, mas ele… percebeu. E, depois da humilhação por que passou, acho que jamais tocará num aluno.
    Claro que teria sido muito mais cómodo (e politicamente correcto) participar da criatura. Mas não quis sujeitar o meu filho (ainda uma criança) às turbulências imprevisíveis de um processo que eu, francamente, não sei como ele acabaria por integrar (mais a mais pelas reacções de tipo corporativo que, inexoravelmente, o processo acabaria por desencadear). Os pais estão sempre em desvantagem…e as crianças, indefesas. Espero ter sido entendido.

  4. maria says:

    Nâo, os pais não estão em desvantagem e, como professor, deveria sabê-lo.Assim como deveria saber que qualquer um é pai e nem todos têm perfil para a docência. O facto de existir um professor que não aguenta a pressão e procede mal, não significa que se justifique o desrespeito de alunos e de pais pelos docentes como classe e por cada um deles como profissional. Isto se se pretende que a Educação tenha algum papel social relevante no futuro de todos e de cada um, incluindo o dos nossos filhos.

  5. anonima says:

    nunca assesti a uma cena dessas ainda bem!
    se nao ia ficar traumatizada
    tomem atençao aos amigos que nao intereçam, e aos namorados que so nos querem mal. beijo anonima

  6. anonima says:

    ines e ismael nunca se vao separar

  7. anonima says:

    se os pais (mesmo professores) não educam os filhos e os mandam para escola, subentende-se que outros precisam fazê-lo. Até porque acho muito difícil um professor agredir o “coitadinho do aluno” só por olhar para o lado…

  8. A. Machado says:

    Pois, pasme-se Srª Anónima, porque os há. Há professores que agridem os alunos só por olhar para o lado… significa falta de atenção, sabe?! Para mim, não passam de pseudoprofessores que não sabendo impor o respeito e as regras dentro da sala de aula desde logo, recorrem aos “estalos” para se afirmarem. E depois vêm dizer que os pais é que devem educar as crianças em casa… eu posso educar o meu filho em casa, não posso é dar as aulas e impor o respeito em vez deles (professores). E olhe que sei do que estou a falar, porque a professora do meu filho, que iniciou o 1º ano no dia 12 de Setembro recorre ao estalo, a colocar as crianças voltadas para a parede e e muitas vezes as obriga a deitarem a cabeça na mesa, sempre que fazem muito barulho! Depois queixam-se que oa adolescentes são violentos. São algumas vezes (também não podemos generalizar) o legado que muitos professoras do ensino primário lhes deiam…
    Afinal em que século estamos??????

  9. A. Machado says:

    Pois, pasme-se Srª Anónima, porque os há. Há professores que agridem os alunos só por olhar para o lado… significa falta de atenção, sabe?! Para mim, não passam de pseudoprofessores que não sabendo impor o respeito e as regras dentro da sala de aula desde logo, recorrem aos “estalos” para se afirmarem. E depois vêm dizer que os pais é que devem educar as crianças em casa… eu posso educar o meu filho em casa, não posso é dar as aulas e impor o respeito em vez deles (professores). E olhe que sei do que estou a falar, porque a professora do meu filho, que iniciou o 1º ano no dia 12 de Setembro recorre ao estalo, a colocar as crianças voltadas para a parede e e muitas vezes as obriga a deitarem a cabeça na mesa, sempre que fazem muito barulho! Depois queixam-se que oa adolescentes são violentos. São algumas vezes (também não podemos generalizar) o legado que muitos professoras do ensino primário lhes deiam…
    Afinal em que século estamos??????

  10. Anónimo says:

    Para mim o velho ditado me serve a carapuça “QUANDO UM NÃO QUER DOIS NÃO BIGAM”

  11. Sónia says:

    Como mãe e ex-aluna, devo dizer há alguns professores, que tem problemas com os seus aluno, na maior parte dos casos, provocados por eles próprios, fazem-se de vítimas mas o que é certo é que para manterem a ordem, o poder, tendem a ir pelo pior caminho, utilizar palavras ofensivas e desmoralizadoras que provocam a ira dos alunos. Porque eu também já fui humilhada por professores, mas fiquei quieta, e em outras vezes, confesso, respondi grosseiramente. È difícil fazer ver a um filho/adolescente que não pode responder a um professor, quando o professor não respeita o aluno utilizando palavras com tom de irónico como, ?coitadinho?, ?não olhes para mim com cara de parvo?, ?atrasado mental?, ?és mesmo burrinho?, etc. Toda acção teu uma reacção.

  12. Sónia says:

    Como mãe e ex-aluna, devo dizer que há alguns professores, que tem problemas com os seus aluno, na maior parte dos casos, provocados por eles próprios, fazem-se de vítimas mas o que é certo é que para manterem a ordem, o poder, tendem a ir pelo pior caminho, utilizar palavras ofensivas e desmoralizadoras que provocam a ira dos alunos. Eu também fui aluna e humilhada por professores, mas fiquei quieta, e outras vezes, confesso, respondi grosseiramente. È difícil fazer ver a um filho/adolescente que não pode responder a um professor, quando o professor não respeita o aluno utilizando palavras com tom irónico como: ?coitadinho?, ?não olhes para mim com essa cara de parvo?, ?atrasado mental?, ?és mesmo burrinho?, etc. Toda acção teu uma reacção.

  13. Maicon Deivison Pinto Tavares says:

    Paz e bem! Falar é facil eu quero ver é experimentar uma ” bufetada.” A dois anos eu fui discriminado pelo meu porte fisico acima do peso pela minha professora de biologia Ana Maria de Barros que com muita antepatia se referiu a mim nos termos: Porcão, botijão e bebezão causando assim um grande constragimanto para minha pessoa que alem de ser discriminado ainda não tive apoio da ”santa classe de professores” o jovem está em formação e o professor deve ser canal de inclusão desse jovem não ao contrario como tem acontecido. O jovem não tem preparação nenhuma e o professor ja devia entrar em uma sala de aula preparado para da amor e carinho. Acho que temos que manifestar para que esses educadores passem por tratamentos psicologicos para aprender a trabalhar com seus jovens que tentam mudar mais muitas vezes não tem a oportunidade dentro da propria escola onde deveria se sentir seguro e confortado.

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