Desci muitas vezes estas escadas e espreitei a mina misteriosa, depois daquela porta, além daquelas grades. Mas nunca entrei, nunca desci além de mim. Onde está a chave, quem a tem?…

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4 Responses to “Desci muitas vezes estas escadas e espreitei a mina misteriosa, depois daquela porta, além daquelas grades. Mas nunca entrei, nunca desci além de mim. Onde está a chave, quem a tem?…”

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  1. Maria José Meireles says:

    Tenho-a eu…

  2. Dario Silva says:

    Eu sou de uma geração – das últimas – em que os miúdos corriam riscos, corriam por gosto, corriam. Corríamos até sem sapatos porque o granito das estradas até nos queimava os pés.
    Prescutar as grutas e as minas era só mais um destino.
    Não tínhamos o filho da puta do Cagalhães, sabíamos a tabuada (tínhamos que saber ou reprovávamos de ano).
    Naquele tempo, havia pessoas nas escolas, havia professores bons e maus e alunos bons e aqueles que não passavam porque não eram bons alunos, não tinham atingido os objectivos e, acto contínuo, não passavam para o ano seguinte. Havia verdade e consequência como agora há malabarismo inconsequente e os miúdos acabam o secundário e o mestrado mas não sabem traduzir um texto escrito em português para português.
    Não quer dizer que sejam todos assim, alucinados. Apenas que no meu tempo éramos mais a sério. Sei lá de quem é a culpa. Se calhar é minha que aprendi a ler e a escrever e sei a tabuada apesar de ter mais jeito para as línguas que para a matemática.

  3. AS says:

    Ó tempo, volta p’ra…
    Traz!
    Avia um fado assim…ai, avia, avia!

  4. Maria José Meireles says:

    A culpa morreu solteira porque nunca ninguém a quis…

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