O Barra à parede…

Ouvi-o contar no Telejornal, com toda a desfaçatez, que um cão pisteiro teria cheirado Maddie junto à piscina da casa do “arguido”. Não era, naturalmente, um “palpite”: era uma… informação. E de duas, uma: ou a PJ no terreno anda a passar informações confidenciais ao ex-colega; ou a criatura é, mentalmente, doente.

Depois disto, espera-se evidentemente um esclarecmento cabal da PJ e, simultaneamente, a incriminação do “informador”. Alguém anda, grosseiramente, a transformar esta tragédia numa farsa, pondo o país ainda mais a ridículo. Verdade ou mentira, a “informação” deveria ter sido mantida em sigilo, até porque os cães pisteiros não costumam ser chamados a depor em tribunal.

E pensar eu que este Barra da Costa, antes de passar na RTP por “criminologista”, já foi polícia “científico”…

Que país…

Atirar o Barra à parede!…

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DN, 14.05.2007

Dantes, o “criminologista” de turno às televisões portuguesas era Moita Flores. O ex-polícia e ex-guionista converteu-se, entretanto, em autarca e cedeu o assento televisivo e a avença a um tal Barra da Costa, que aparece identificado como “criminologista” e faz abundantamente de Sherlock. Hoje, no DN, Barra da Costa ataca o comportamento sexual dos pais de Maddie, revelando (Barra tem fontes que só escorrem para ele) que os tão católicos Mccann se dedicam à prática do swing, “promiscuidade” que poderia explicar… muita coisa. Não sei qual é a especialidade “científica” deste Barra, mas na canalhice… ninguém o bate. Deve ser do convívio profissional com a escumalha…