Cristovão Colombo, em Valladolid…

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Muy Historia, Julho.2009
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Nasceu não se sabe onde, nem quando (e, muito provavelmente, nunca se saberá). Os espanhóis garantem que ele morreu em Valladolid (exactamente, no dia 20 de Maio de 1506!!!) e que parte dos seus restos mortais (cerca de 15% do esqueleto) foi parar à Catedral de Sevilha, e aceitam ainda que ele terá casado com uma portuguesa, talvez em 1480, e que terá vivido algum tempo em Porto Santo (francamente, não consigo imaginar onde, nem a fazer o quê). O mais… parece ser conhecido. Será?
O Museu dedicado a Colombo, em Valladolid, é um pastiche arquitectónico e museológico. Até exibe à entrada uma réplica dos Painéis de São Vicente. Que Colombo tenha, efectivamente, morrido ali… só as criancinhas acreditarão. Mas…a história exige que os heróis morram num sítio qualquer, que seja referenciável. E, apesar de todo o edifício ser uma (re)construção recente, não vem mal ao mundo que os espanhóis contem aos turistas que foi ali mesmo que Colombo morreu. Por mim, até poderiam garantir que foi ali também que ele nasceu. Ria na mesma…
Em Portugal, também se afiança que foi nesta casa, em Porto Santo, que ele viveu, depois de ter casado com a Perestrelo. Estamos quites!…

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Muy Historia, Julho.2009

O Casto…

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CIUDADES con encanto – Oviedo
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Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira
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Na base do monumento, erguido junto à Catedral de Oviedo, pode ler-se: AFONSO II, 1º REI DE ESPANHA. Não sei quantos primeiros reis os espanhóis reconhecem. Sei apenas que, nos seus aspectos mais lendários, a história dos primeiros reis portugueses parece decalcada da história dos primeiros reis das Astúrias e de Leão. A matriz patranheira, obviamente, era a mesma: os bispos católicos e os seus cronistas não brincavam em serviço…

Foi nesta cidade, foi nesta casa, foi nesta mesa… que eles assinaram o tratado… ou talvez não…

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As patranhas são os cromos da grande história. Em Tordesilhas, há um Museu do Tratado. É quase tudo falso, a começar pela casa. E Fernando e João nunca se encontraram e sentaram a uma mesa para assinar este tratado…
A “grande” história dos reinos peninsulares é uma anedota interminável…