A Escola de S.João do Souto, em Braga, e “os crucifixos na parede”…

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i, 04.11.2009
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Há cinquenta anos, de facto, era assim. Todas as salas de aula da então Escola Primária de S.João do Souto exibiam nas paredes o medonho crucifixo. Deve ser a esse tempo que se reporta a entrada da notícia do i. Digo isto porque, quando o meu filho Francisco, mais recentemente, frequentou a mesma Escola, os crucifixos já tinham sido, há muito, retirados das paredes. E não estou a ver que, depois disso, a situação se tenha alterado. Mas não deixa de ser curioso que, em 2009, o i garanta que as salas da Escola de S.João do Souto “continuam a exibir crucifixos na parede”. Continuam? Em que parede, exactamente? E quantos crucifixos?…

Deus e Saramago…

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Foi uma das notícias deste domingo. A noção de deus sempre me foi estranha, mesmo quando era suposto, por imperativo familiar, ser ou considerar-me católico. Desde muito jovem, sobretudo, desde que comecei a ler Nietzsche, que penso que deus é a mais extraordinária e malévola invenção do homem. Por isso, nada do que diz Saramago me choca. A história de deus, não importa em que versão, é a história do pior que a humanidade produziu: uma história feita de dominação, de engano e de crueldade. E, no século XXI, ainda continua a matar-se em nome de um deus qualquer. Uma ideia que inspira as maiores atrocidades e humilhações (veja-se o cortejo de misérias de Fátima) só pode mesmo ser uma ideia de celerados, de inimigos da humanidade. Quem quiser acreditar, que acredite. Não conte, porém, com a minha cumplicidade e com o meu silêncio respeitoso…

Tens toda a razão, Marinho: os tribunais portugueses são antros de formalismo bacoco…

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i, 06.10.2009

Depois do estágio, desisti de ser advogado, porque não estava disposto a ajoelhar diariamente perante os meus ex-colegas de Faculdade, travestidos de juízes. Os tribunais portugueses vivem ainda numa espécie de idade média. Ainda bem que o Bastonário da Ordem dos Advogados (meu ex-colega de curso e meu amigo) tem coragem para chamar as vacas pelos nomes…

A justiça, em Portugal, não passa, em geral, de uma grosseira mistificação…