Um deputado com vocação para… carteirista?…

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Sábado, 06.05.2010

Com toda a franqueza, deste deputado nunca esperei grandiosidades. Por isso, não estranhei o seu gesto. O que muito me surpreendeu e, civicamente, magoou foi a “solidariedade” que, prontamente, lhe foi manifestada pelo líder parlamentar do PS. Grande exemplo, Francisco Assis! Grande exemplo para a juventude portuguesa!…

Para memória futura: estes são os gravadores que o deputado socialista Ricardo Rodrigues confessou ter furtado num “acto irreflectido”…

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Sábado, 06.05.2010

Ricardo Rodrigues, para quem não saiba, é vice-presidente da bancada parlamentar do PS, membro da Comissão Permanente da Assembleia da República e ainda da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. Bate tudo certo…

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Sábado, 06.05.2010

“Todos têm os seus azares, todos têm os seus azares. Que querem que eu faça na vida?”…

Ricardo Rodrigues é vice-presidente da bancada parlamentar do PS. A revista Sábado acusa-o de ter furtado dois gravadores. Digo-vos: o homem, que entretanto já confessou o furto, tem, visivelmente, jeito de mãos…

Os alunos odeiam a escola? Posso garantir-vos que os professores odeiam muito mais…

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Público, 04.05.2010

A escola dos papagueadores (professores e alunos), burocratizada até ao esqueleto, converteu-se nas últimas décadas num cemitério hamletiano de fantasmas e frustrações. Os professores, pendurados dos programas e dos manuais e das sacrossantas planificações, fingem que ensinam; os alunos, cada vez mais impacientes e insurrectos, fingem que aprendem. E vivem todos, na escola, para o solipsismo da estatística, europeia ou nacional, não importa qual. Se todos os professores frequentassem o blogue do Paulo Guinote e respondessem a esta sondagem… os resultados seriam ainda mais deprimentes. Os alunos odeiam a escola? Posso garantir-vos que os professores odeiam muito mais…

Quem tiver a solução… dê um passo em frente. Talvez caia, finalmente, no abismo…

O Correio da Manhã antecipa hoje as perguntas ao primeiro-ministro antes mesmo de a Comissão de Inquérito as aprovar. Eu, não querendo ficar atrás, antecipo já as respostas do primeiro-ministro…

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RESPOSTA

Não havia qualquer relação, formal ou informal, entre o Governo e a Administração da PT. E mesmo quando nos encontrávamos em casamentos, baptizados e funerais, nunca falávamos, nem olhávamos uns para os outros. Sempre tivemos uma noção apertada do decoro político e da conveniência institucional. À política o que é da política, à economia o que é da economia.

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RESPOSTA

O Governo respeita a autonomia empresarial da PT e a independência dos seus órgãos sociais. À política o que é da política, à economia o que é da economia. Em suma: nunca tivemos relações.

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RESPOSTA

Que eu saiba ou me lembre, nunca nos foi prestada qualquer informação, formal ou informalmente. Isto, claro, antes de todo o país ter tomado conhecimento do que se tinha passado. À política o que é da política, à economia o que é da economia.

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RESPOSTA

Trata-se (lamento ter de o dizer) de uma pergunta capciosa. Já tive ocasião de informar, mesmo em sede parlamentar, que nunca a PT nos deu conhecimento. E repito: o Governo não tem, nunca teve e jamais terá quaisquer relações com a PT. À política o que é da política, à economia o que é da economia.

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RESPOSTA

Eu sei que me querem apanhar a mentir, mas desiludam-se. Repito: o Governo nunca teve conhecimento de tal interesse e de tais diligências, nem pela comunicação social. À política o que é da política, à economia o que é da economia.

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RESPOSTA

Por que insistis? Eu só tomo conhecimento do que quero. E, relativamente a este negócio, nunca quis conhecer. À política o que é da política, à economia o que é da economia.

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RESPOSTA

O Governo, obviamente, não se posiciona sobre o que não conhece e não quer conhecer. À política o que é da política, à economia o que é da economia.

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RESPOSTA

Decorre de tudo quanto tenho respondido que o Governo não teve papel algum. Não teve, não queria ter e jamais terá. À política o que é da política, à economia o que é da economia.