Enquanto os pregoeiros dos direitos humanos se indignam, a China continua impunemente a encarcerar os dissidentes e a matar os sentenciados à pena capital. E não falta, na Europa, quem bata palmas…


Que a China, fazendo orelhas moucas a todos os pedidos de clemência, tenha executado Akmal Shaikh, não me surpreende. O que me surpreende e me assusta é que, na Europa, e em Portugal, haja ainda tanta gente a bater palmas à barbárie. Repare-se neste comentário inserto na edição online do Público:
A desordem bipolar ou depressão maníaca não impedia um monstro destes de andar por aí a vender droga, destruindo a vida das outras pessoas. Acho que foi uma pena muito bem aplicada. Só lamento que penas como esta não sejam aplicadas cá em Portugal e, já agora, estendê-las a outros crimes como a corrupção, por exemplo! Se assim fosse, teríamos um País com menos criminalidade, segurança e justiça social. É a minha opinião, espero que a respeitem.
Joana Lencastre, Lisboa

Um amigo, uma causa…

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(…)
DN, 19.12.2009

O pai do Marcos Sá era meu amigo. O Tó Rodrigues merecia continuar entre nós. Pelo menos, não merecia ter morrido nas condições em que morreu. Percebo muito bem o combate do Marcos. Ele sabe como muitos o que significa morrer com dignidade ou sem ela. Acho que nunca falei com o Tó sobre a morte assistida. Mas tenho a certeza de que ele, se fosse vivo, acompanharia o filho nesta causa…