Segundo Volume do “Diário de uma Mulher Católica a Caminho da Descrença”…

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O lançamento, em Braga, de mais um livro da minha irmã. Ainda não é o tão esperado e desejado ensaio sobre a eutanásia. Por ora, é apenas o Segundo Volume, do Diário.
Depois de Coimbra (14) e Lisboa (provavelmente, 15), seguir-se-á a apresentação em Braga. Lá estarei, para ouvir também Frederico Lourenço.
Parabéns, mana!…

Um rasgão na capa de um romance delicado…

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Foi o primeiro romance que li de Marguerite Duras. Há muito que não sabia do paradeiro do livro. Descobri-o hoje, ocasionalmente, escondido entre outros livros de maior porte. Folheei-o lentamente, como um romance tão delicado merece ser folheado. Naquele tempo, escreve Marguerite algures, as pessoas tinham tempo. E mesmo nas cidades pequenas acontecia sempre qualquer coisa. Agora, não. Agora o tempo parece voar, entre nada e coisa nenhuma. Como se a vida tivesse entretanto adquirido dimensões que anteriormente desconhecia. Ilusões de óptica…

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Capas (deliciosas) de dois livros de Santos Fernando, um autor hoje quase completamente esquecido no país em que nasceu e que tão mal o tratou. Os Cotovelos de Vénus (1963) e Tempo de Roubar (1964) mereciam ser reeditados. Fica aqui a sugestão…

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Diário do Minho, 29.01.2008
Três livros, três cargos. Melo serve a Deus com três livros, num mútiplo orgasmo editorial. Lino serve a Pátria com três cargos: na administração de dois hospitais públicos (Braga e Barcelos) e na regência de uma disciplina, na UM. Este é o Portugal que mexe, que cria, que se desdobra e que espanta.
Melo, para além de escrever e publicar em catadupa, ainda zela pela preservação das boas práticas futebolísticas, no Sporting Clube de Braga.
Lino, para além de assegurar a sobrevivência de dois hospitais e uma universidade, ainda carrega o fardo de ser irmão do eterno presidente da Câmara de Braga, Francisco Mesquita Machado.
Esta gente, definitivamente, não vê Braga por um canudo…

Livros (corrigenda)…

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Afinal, estava enganado… Este Tratado deve ser o livro mais antigo, digo, mais idoso, da minha caótica biblioteca. É de 1686… Mas confesso que não me excita tanto como “A Religiosa em Solidão”…

Livros…

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Não sendo propriamente um bibliófilo, nem um coleccionador de raridades bibliográficas, adoro livros com pátina (geralmente escreve-se “patine”, à francesa). Este, “A Religiosa em Solidão”, editado em 1746, será provavelmente o livro mais antigo da minha biblioteca. Já não sei quanto paguei por ele, mas livros destes não têm preço. Acresce que “A Religiosa em Solidão” é, no género, uma obra prima. Poucas leituras me têm divertido tanto…