Um jargão meritíssimo…

Desde os tempos em que, abençoadamente, deixei de frequentar os tribunais que não ouvia a expressão “meritíssimo juiz”. Voltei a ouvi-la há pouco, num jornal televisivo, da boca de um causídico, a propósito não sei de que processo ou julgamento. Levantei os olhos do jornal que, distraidamente, folheava e comecei a pensar no país, neste país de estátuas de sal chamado Portugal. Há muitos anos também eu dizia, por imperativo profissional, “meritíssimo juiz”. E corava de vergonha, sentindo-me o mais pateta dos serventuários da justiça. Extraordinário, como, em certas áreas, tão pouco muda em Portugal. Passam os anos, passam as décadas, passam os séculos… e os portugueses continuam, impavidamente, a papaguear “merítissimo juiz”, “excelentíssimo senhor”, “sua excelência reverendíssima”, “senhor doutor”, etc e tal…
A linguagem da subserviência e da hipocrisia é, seguramente, um dos traços distintivos da arte de ser português…

Um Bastonário que não tem medo de erguer e aplicar o bastão!…

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Não apreciei, lamento, a aparente e excessiva colagem ao PS, mas… reconheci o Marinho dos bons velhos tempos. Tens razão, pá: não mudaste nada! Sempre te conheci assim, desde os bancos da Faculdade: frontal, corajoso, combativo, sem papas na língua. Mesmo que nem sempre possa estar de acordo contigo, reconforta-me que sejas o Bastonário de uma Ordem a que me recusei a pertencer (a tal tensão, de que falavas, entre as ilusões e os ideais…) e que, durante tantos anos, esteve entregue às silhuetas dos poderes instituídos e instalados. Sob a tua direcção, eu tenho a certeza de que a Ordem será, finalmente, uma grande Desordem: para higiene de todos nós, digo, do país. Não ajoelhes e estarei sempre, criticamente, do teu lado, camarada!…

Um caso de polícia (ou de criminologista?)…

Como criminologista, pode não ser um Barra, mas tem apaniguados de peso, que me insultam e ameaçam (anonimamente) com uma regularidade que até parece ensaiada. Deixo-vos com mais um exemplo…

Caro Senhor:
Se me permite, o seu blog é de um baixo nível tal, que é díficil descrever. Raia o ridículo. Mais hediondo ainda são as afirmações sobre o Dr. Barra da Costa. O tempo que perde a escrever sobre o que não sabe podia sempre aproveitar para estudar um pouco. Sim, só lhe peço um pouco porque muito não há de conseguir. Caro senhor não me compete a mim identificar-me, uma vez que o senhor também não o faz. Aliás acredito que não tem o mínimo de dignidade para o fazer públicamente. Resta-me dizer que é pena que não se tenha junto a esta investigação porque certamente daria um enorme contributo. Meu caro, não fale do que não sabe, o que lhe pouparia que estivesse ao alcance de todos conhecerem a estupidez humana que grandiosamente possui. Ademar, não é assim? tenha cuidado com o que afirma. Nunca se sabe, nos dias que correm…
Um conselho: instrua-se. Nem para o senhor é muito difícil.
P.S.: Já agora receie o k lhe disse o Granito. É que o Barra da Costa está habituado a foder escumalha….
Bem haja.
you know

O grande “enrabador a frio”…

Eu já não tenho paciência, deve ser da idade, para aturar canalhices. Hoje, recebi mais uma “ameaça” por conta de um tal Barra da Costa, que alguém, mui distintamente, insiste em apresentar-me como “enrabador a frio” (e eu que julgava que ele era apenas “criminologista”). Transcrevo a mensagem “confidencial”, para que todos os leitores saibam ao que se sujeita quem, neste país, se atreve a ironizar sobre certas vaidades…

“Quem será o verdadeiro pai da criança desaparecida? Barra da Costa? Robert Murat? Gordon Brown? Ratzinger, o próprio papa? O mistério adensa-se…”
Ademar, meu amigo,
Os outros da lista não conheço, mas o Barra da Costa é mais inteligente que v/, muito mais. Mais esperto não direi…
Se me permite, conhecendo-o há mais de 20 anos, como conheço a v/ há meses e parece rapaz certinho, não tenho dúvidas que ainda v/ está a perguntar como foi e ele já o enrabou…A FRIO. Ou será que é isso que v/ quer?! Olhe que o gajo tem tomates…O que também ajuda, não é?
Com estima
Júlio

Esta mensagem foi-me remetida a partir do endereço jbarra@netcabo.pt

Dois comentários da facção Burro da Costa, perdão, Barra da Costa…

De vez em quando, tenho brincado aqui com a excelência das intervençõe televisivas de um tal Barra da Costa, criminologista excelentíssimo. Hoje (estranha coincidência!), dois partidários anónimos da criatura resolveram atacar-me. Nestes termos verdadeiramente deliciosos…

1
Caro sr. Ademar, assim fala quem gosta de denegrir os demais, caindo na acusação desmedida sem qualquer conhecimento de facto. É facil estar desse lado e criticar o trabalho dos outros, mas as palavras do Dr. Barra da Costa não são lançadas sem fundamento. É uma pena que haja quem se dê ao trabalho de tentar denegrir a imagem dos outros, deve ser da inveja. Pois não houve lugares passados nem avenças. Pois também não há qualquer sherlock. Que o Dr. tenha convivido com escumalha é verdade, pois pela experiência profissional, no mundo do crime, tem mesmo de se lidar com todo o tipo de gente, inclusive com gente como o sr. a atirar larachas ao ar. Espero que continue muito feliz com o seu “post”, Boas Festas :)

2
Ó abnoxio, até és capaz de ser mais esperto que o Mestre Barra da Costa. Mas ele é mais esperto do que tu, muito mais. E conhecendo-o eu há mais de 20 anos digo-te que se não te escondesses por detrás desta merda ele já te tinha enrabado…a frio. Ou será isso mesmo que tu queres?! É chato um gajo ter tomates e a gente não passar de recalcado e infeliz, não é? Lisboa.

(Os McCann, definitivamente, têm a cabeça a prémio)

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24horas, 03.11.2007

Os McCann, definitivamente, têm a cabeça a prémio. O 24horas já os pronunciou, julgou e condenou. E, pelos vistos, não tiveram cúmplices, nem entre os parceiros do “swing” (a psicanalítica obsessão do “criminologista” Barra da Costa). Eles agiram sozinhos…

Racionalmente, alguém será suficientemente crédulo e perverso para acreditar mesmo nesta estória da carochinha?…

Faites vos jeux!…

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À escala portuguesa, o caso Maddie confrontou-me com um mistério. O sujeitinho da foto, que dá pelo nome de Barra da Costa, converteu-se no criminologista de serviço à RTP. Quase tudo o que ele diz é risível, já meteu a estação em trapalhadas (quando, poucos dias após o desaparecimento da miúda, garantiu em directo que os pais de Maddie se dedicavam ao swing), e rara é a intervenção em que ele não se coloca ao nível da sarjeta, vomitando ou insinuando enormidades. Ao fim de uma semana de “colaboração”, eu tê-lo-ia corrido a pontapé e dispensado, liminarmente, os seus serviços. Nada. 4 meses depois, continua a pontificar nos noticiários da RTP e até se dá ao luxo de polemizar com os seus críticos, como se sentisse institucionalmente protegido de tudo e de todos e ninguém pudesse desalojá-lo do microfone que lhe entregaram. Este ex-agente da PJ deve ter algum ascendente sobre a almeríndica figura que ainda dirige os pobres destinos da RTP. Serão ambos do Opus Dei? Do Benfica? Terão frequentado a Casa Pia? Faites vos jeux!…

O Barra à parede…

Ouvi-o contar no Telejornal, com toda a desfaçatez, que um cão pisteiro teria cheirado Maddie junto à piscina da casa do “arguido”. Não era, naturalmente, um “palpite”: era uma… informação. E de duas, uma: ou a PJ no terreno anda a passar informações confidenciais ao ex-colega; ou a criatura é, mentalmente, doente.

Depois disto, espera-se evidentemente um esclarecmento cabal da PJ e, simultaneamente, a incriminação do “informador”. Alguém anda, grosseiramente, a transformar esta tragédia numa farsa, pondo o país ainda mais a ridículo. Verdade ou mentira, a “informação” deveria ter sido mantida em sigilo, até porque os cães pisteiros não costumam ser chamados a depor em tribunal.

E pensar eu que este Barra da Costa, antes de passar na RTP por “criminologista”, já foi polícia “científico”…

Que país…

Atirar o Barra à parede!…

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DN, 14.05.2007

Dantes, o “criminologista” de turno às televisões portuguesas era Moita Flores. O ex-polícia e ex-guionista converteu-se, entretanto, em autarca e cedeu o assento televisivo e a avença a um tal Barra da Costa, que aparece identificado como “criminologista” e faz abundantamente de Sherlock. Hoje, no DN, Barra da Costa ataca o comportamento sexual dos pais de Maddie, revelando (Barra tem fontes que só escorrem para ele) que os tão católicos Mccann se dedicam à prática do swing, “promiscuidade” que poderia explicar… muita coisa. Não sei qual é a especialidade “científica” deste Barra, mas na canalhice… ninguém o bate. Deve ser do convívio profissional com a escumalha…