Melo por Mendia…

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Expresso, 17,05.2008
Este João de Castro Mendia, perdão, este D.João de Castro Mendia, descendente de Carlos Magno e Hugo Capeto e D. Afonso Henriques, e talvez mesmo de Jesus Cristo, perdão, D.Jesus Cristo, é um pândego bem conhecido de uma certa imprensa lusitana, um conde sem título, um esqueleto de cruzado e um fascista sem préstimo, que escreve e consegue publicar, de vez em quando, umas coisas.
Desta vez, foi o Expresso que se pôs a jeito. Mas o panegírico de Eduardo Melo é, pelo menos, pedagógico: era com que este tipo de gente que o cónego da Sé de Braga conspirava o seu acrisolado e abençoado patriotismo…

Braga deve erguer uma estátua ao Cónego Melo?…

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O Diário do Minho (órgão da Arquidiocese de Braga), na sua edição on-line, anda a convidar os leitores a responder à seguinte questão: “Braga deve erguer uma estátua ao Cónego Melo?”.
As hipóteses de resposta são três:
- Não
– Sim, num local público da cidade
– Sim, num espaço da Igreja

Até ao passado dia 6, como se poderá confirmar aqui, o DM já contabilizara 5177 respostas. Poderia pensar-se que, sendo o DM lido, sobretudo, por católicos da Arquidiocese de Braga (profissionais ou não), o resultado do inquérito fosse esmagadoramente favorável a Eduardo Melo ou, pelo menos, à sua estátua. Surpreendentemente, porém, tal não acontece. Mais de 50% dos inquiridos responderam, até à data… NÃO.
Alguém vai ter que meter na ordem os leitores do Diário do Minho…
É caso para dizer que já começa a notar-se a ausência de Eduardo Melo…

Ecos da morte de Eduardo Melo… (6)

Devo ser um dos raros bracarenses que, em público, teve a ousadia de recomendar a Eduardo Melo que se calasse. A Melo e ao então arcebispo de Braga, Eurico Nogueira. Digo isto, apenas, para que se perceba que não esperei pela morte da criatura para dizer o que pensava dele. Ele sabia muito bem, aliás, o que eu pensava. E o que eu sabia…
Não contarei, porém, tudo o que sei (e nunca disse), porque ele já cá não estará para se defender.
Eduardo Melo deixou, para mim, de existir. Ponto final.
Sei que alguns irão tentar fazer dele um herói e um santo. Rirei apenas. E ironizarei, sempre que necessário. Nada mais…

Ecos da morte de Eduardo Melo… (5)

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Público, 20.04.2008
Pena que esta evocação do Público não seja assinada por uma das jornalistas da casa que, in illo tempore, investigou uma das facetas mais curiosas da vida de Eduardo Melo. Não digo quem é, porque já lá vão muitos anos e o que ela, na altura, me contou… nunca o partilhei ou partilharei com ninguém…
Devo apenas sublinhar que os resultados (muito elucidativos) dessa investigação, que eu saiba, nunca foram publicados…

Ecos da morte de Eduardo Melo… (4)

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JN, 20.04.2008
O JN, que sempre adorou Eduardo Melo, compara-o a Robin Hood ou, numa versão mais lusitana e camiliana, a Zé do Telhado: tirava aos pobres para dar aos ricos, perdão, tirava aos ricos para dar aos pobres. Milhares e milhares de futebolistas do SCB, com os salários em atraso, acorriam à Rua do Alcaide para lhe pedir uma sopinha. A partir de agora, terão de passar a bater à porta do próprio Mesquita Machado, o Salvador que resta…
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JN, 20.04.2008
4 reconhecimentos: outras tantas estátuas, em perspectiva… O reconhecimento de Jorge Ortiga é sibilino: Melo “amou causas e pessoas”. O reconhecimento de Melo, o deputado, é simplesmente hilariante.
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JN, 20.04.2008

Ecos da morte de Eduardo Melo… (3)

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24horas, 20.04.2008
Muitos milagres hão-de ser atribuídos, a partir de agora, à intercessão de Eduardo Melo. O 24horas, na edição de hoje, revela dois: a conversão de Maria Barroso ao catolicismo e a recuperação de parte das ossadas de três santos, roubadas, há mais de 600 anos, por bandidos a soldo do arcebispo de Santiago de Compostela…
Eu sei de muitos outros milagres, mas não os revelarei, nem sob tortura…

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24horas, 20.04.2008

Ecos da morte de Eduardo Melo… (2)

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Correio do Minho, 20.04.2008
Braga tem dois diários: o Diário do Minho, propriedade e instrumento da arquidiocese, e o Correio do Minho, que começou por pertencer à Legião Portuguesa e, depois do 25 de Abril, passou para a propriedade da Câmara Municipal de Braga, servindo ainda actualmente de espantalho mediático a Mesquita Machado e ao PS.
Hoje, o Correio do Minho consegue bater aos pontos o seu colega eclesial, na homenagem que presta ao “grande patriota” e ao “grande bracarense” que foi Eduardo Melo.
O funeral, amanhã, reunirá certamente as elites do fascismo e do socialismo à moda de Braga…

Morreu Eduardo Melo…

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Apareceu, hoje, morto em Fátima. Um dia teria que ser…
Morre com ele, simbolicamente, o pior da igreja católica (e de um certo ultramontanismo) à moda de Braga.
Limito-me, simplesmente, a registar a ocorrência.
A morte não limpa a repugnância.
Nesta matéria, como noutras, não dou para o peditório da hipocrisia lusitana…

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Diário do Minho, 29.01.2008
Três livros, três cargos. Melo serve a Deus com três livros, num mútiplo orgasmo editorial. Lino serve a Pátria com três cargos: na administração de dois hospitais públicos (Braga e Barcelos) e na regência de uma disciplina, na UM. Este é o Portugal que mexe, que cria, que se desdobra e que espanta.
Melo, para além de escrever e publicar em catadupa, ainda zela pela preservação das boas práticas futebolísticas, no Sporting Clube de Braga.
Lino, para além de assegurar a sobrevivência de dois hospitais e uma universidade, ainda carrega o fardo de ser irmão do eterno presidente da Câmara de Braga, Francisco Mesquita Machado.
Esta gente, definitivamente, não vê Braga por um canudo…