Eles são, imagine-se, “resultados genealógicos”!…

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24horas, 14.03.2010
Um velho e respeitável monárquico bracarense, quando eu, provocatoriamente, lhe pedia que me indicasse o pretendente à coroa que apoiava, respondia sempre: TANTO FAZ. SERVE UM FILHO DA PUTA QUALQUER. Percebi hoje, ao folhear o 24horas, por que ele me respondia assim: somos todos “resultados genealógicos”…

Bom senso, precisa-se! As sociedades da obediência (lembremo-nos, por exemplo, da Alemanha dos anos trinta) sempre produziram as maiores crueldades e aberrações…

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Pública, 14.03.2010
Vários réus declararam em Nuremberga, tentando justificar a sua cumplicidade com os crimes mais hediondos do regime nazi, que sempre tinham sido ensinados a obedecer e que tinham aprendido a não contestar nem discutir as ordens e as regras impostas pelos “superiores”, por mais iníquas que elas pudessem ser. As sociedades totalitárias alimentam-se do pensamento único e de uma escola autoritária. Hoje, em Portugal, parece que muitos desejam e defendem uma escola assim. Salazar dizia: “se soubesses o que custa mandar, gostarias de obedecer toda a vida“. Felizmente, muitos aprenderam a desobedecer a Salazar, inclusivamente, na escola, e foram eles que fizeram o 25 de Abril…

Um filme que vale por muitos manuais de história…

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Quando os meus alunos me dizem que odeiam história (ou poesia, ou filosofia)… eu tenho vontade de fechar, para sempre, as escolas. Este primeiro filme de Vicente Amorim é uma preciosidade pedagógica e deveria fazer parte de todas as cinematecas escolares. Isto, claro, se as escolas (não digo um ou outro professor) já tivessem descoberto o extraordinário poder formativo do cinema…