Há quase quarenta anos atrás…

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Aqui teria… dezasseis, dezassete anos. Ao folhear um caderno onde anotava os sonetos que escrevia então (poemas impublicáveis, de tão toscos que eram), caiu-me nas mãos esta fotografia. É verdade: já fui assim. Já tive a idade dos meus alunos e do meu filho Francisco. Já quis fugir de tudo, romper com tudo, desertar de mim. Já pensei que não desejaria chegar aos trinta, aos quarenta, aos cinquenta… e já vou a caminho dos sessenta. E, todavia, olho para esta fotografia… e duvido que, alguma vez, tenha envelhecido. Apenas acumulei memórias…