Lamento muito, mas, no essencial, sou obrigado a concordar…

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i, 22.03.2010
O articulista não sabe muito bem em que consiste o “crime público”, mas, no essencial, concordo com o seu ponto de vista. Quando os “educadores” precisam de leis para se assumirem e serem respeitados como tal… muito mal vai a família e muito mal, a escola…

Evidentemente, foi contratado pelo mérito… de ser filho de quem é…

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Correio da Manhã, 17.03.2010
Já dirigi uma escola e sei os amigos que perdi (ou quase perdi) por não fazer fretes. E sei também muitas outras coisas: como o poder político e os “influentes” tentam impor, ostensivamente ou não, a contratação dos seus… protegidos. Portugal e a maioria dos portugueses não têm emenda…

Bom senso, precisa-se! As sociedades da obediência (lembremo-nos, por exemplo, da Alemanha dos anos trinta) sempre produziram as maiores crueldades e aberrações…

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Pública, 14.03.2010
Vários réus declararam em Nuremberga, tentando justificar a sua cumplicidade com os crimes mais hediondos do regime nazi, que sempre tinham sido ensinados a obedecer e que tinham aprendido a não contestar nem discutir as ordens e as regras impostas pelos “superiores”, por mais iníquas que elas pudessem ser. As sociedades totalitárias alimentam-se do pensamento único e de uma escola autoritária. Hoje, em Portugal, parece que muitos desejam e defendem uma escola assim. Salazar dizia: “se soubesses o que custa mandar, gostarias de obedecer toda a vida“. Felizmente, muitos aprenderam a desobedecer a Salazar, inclusivamente, na escola, e foram eles que fizeram o 25 de Abril…

E não é, não será caso único…

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Correio da Manhã, 14.03.2010
No caso, aparentemente, a empresa não concorre, em termos do serviço que presta, com a escola. Ainda pior é quando os professores e outros profissionais das escolas públicas (e não apenas os directores) se envolvem em negócios (explicações, editoras, gabinetes de apoio psicológico, etc), directa ou indirectamente, pendurados das escolas. Para muita gente neste país é óptimo que as escolas públicas funcionem mal…

Quem tem medo dos alunos não pode ter alunos. Não há educação (nem ensino) sem empatia…

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Correio da Manhã, 14.03.2010
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DN, 14.03.2010
Quando leio estas coisas, sinto-me um extraterrestre. Nunca tive medo dos alunos e nunca nenhum, em muitos anos, me desrespeitou. E já tive turmas… que outros colegas consideravam terríveis. E nunca senti necessidade de “pôr na rua” um aluno. Não digo isto para exibir atributos extraordinários. Tenho a certeza de que a maior parte dos meus colegas poderá dizer o mesmo. Como também tenho a certeza de que os alunos, em geral, respeitam quem os respeita. O problema é que há, nas escolas, “professores” que erraram a profissão e que, todos os dias, significam aos alunos que têm medo. E que confundem poder com autoridade. Pergunto-me muitas vezes que pais são ou serão…

“Uma vez arrancámos-lhe um sorriso. Quando sorria… era outra pessoa”…

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Público, 12.03.2010
Os justiceiros do costume vão apontar o dedo e condenar sumariamente os alunos, os pais, a direcção de escola, o ministério da educação, o país, o planeta, por grosso ou a retalho. A culpa, uma culpa qualquer, terá de ser exibida no pelourinho do fanatismo mediático. Mas situações como esta só me impõem perguntas, muitas perguntas. E receio que algumas delas não tenham resposta…

O “eduquês”? Sim, exterminemos o “eduquês” (seja lá isso o que for) e regressemos, gloriosamente, à televisão a preto e branco…

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Expresso, 06.03.2010
Nem tudo está perdido: este rapazinho sobreviveu ao “eduquês” e à… pedagogia. E consegue escrever três parágrafos sem ofender, gravemente, a gramática. Que repita banalidades que, há trinta anos, já eram banalidades… pouco importa. Há trinta anos, este rapaz ainda usava fralda e chupeta. É natural, por isso, que não se lembre. E que associe a ineficácia da escola contemporânea a essa nebulosa retórica que costuma dar pelo nome de… “eduquês”. A ignorância é sempre muito atrevida…
Pena que este rapazinho, que sobreviveu (extraordinária façanha!) ao “eduquês”, escreva sempre mais depressa do que pensa e pense tanto com o pénis…