A Universidade de Sevilha e o… copianço…

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Correio da Manhã, 19.01.2010

Ao contrário do que sugere o CM, o regulamento adoptado pela Universidade de Sevilha não incentiva os alunos a copiar, nem tão pouco desresponsabiliza o comportamento daqueles que, comprovadamente, recorram à fraude. Poderei duvidar da eficácia do regulamento, mas até entendo que seja conferida outra solenidade ao processo sancionatório dos trapaceiros.
Mas concordo com o ministro Ángel Gabilondo: só exames dirigidos à memória proporcionam a fraude do copianço. E exames dirigidos à memória… avaliam muito pouco…

“Sua mãe”… “seu tempo”… “seu pai”… “seu marido”: como continua a escrever-se tão mal na universidade portuguesa!…

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(…)
Um texto que não tenta seduzir os leitores, que, delicadamente, não lhes pisca o olho, é um texto prepotente. Quando, a noite passada, comecei a ler esta monografia, senti-me, como leitor, imediatamente maltratado. Se um aluno meu, em cinco linhas, usasse quatro pronomes… eu pedir-lhe-ia que reformulasse o texto. Quem escreve mal… raramente pensa bem. Desgraçadamente, a universidade portuguesa está cheia de gente que escreve muito mal…

Fátima Bonifácio: um verdadeiro cromo universitário…

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Quando a conheci, há muitos e muitos anos, não era ainda académica e não se fazia identificar pelo apelido do pai (o famigerado Bonifácio dos manuais do Estado-Novo). Penso que, na altura, usava, como revolucionária de fresca data, o apelido do marido. Depois mudou de orientação, entrou no mundo universitário, endireitou-se (politicamente falando) e foi ficando cada vez mais parecida com um rapazinho. Ontem, a SIC, no Plano Inclinado, retirou-a do armário e deu-lhe mais uns minutos de tempo de antena, para ela zurzir no país que nunca a mereceu. Eu rio, rio, rio. Fátima Bonifácio continua a achar que a universidade portuguesa é uma vítima indefesa dos alunos desgraçados que o ensino secundário, todos os anos, nela despeja. Esquece-se sempre que os professores que, pelos vistos, tão mal preparam os alunos nas escolas inferiores são, precisamente, os mesmos que as escolas superiores “formaram” e certificaram. Bem prega madame Bonifácio!…