Sei que vou escandalizar alguns leitores, mas este sujeito tem mais razão do que, provavelmente, ele próprio julga…

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Sábado, 15.04.2010

Há muito que digo que a escola que temos, a escola das jaulas, programada por uma cambada de mentecaptos sentados nas secretárias dos ministérios da educação (em geral, gente frustrada da ensinança que nunca conseguiu ou tentou dar uma aula a uma turma de 30 crianças ou adolescentes), é imensamente burra e ineficaz. Os resultados estão à vista e não vale a pena perder muito tempo a contestá-los. Os miúdos vomitam a escola e as sociedades pagam exorbitâncias para manter sistemas de ensino que quase só produzem ignorantes. O ponto está na… solução. Há quem acredite que com mais escola à moda antiga, mais programação e mais chicote… tudo se resolverá. Eu, que sou professor e sou pai, posso garantir que não. É preciso dar a volta à escola, virá-la do avesso, acrescentar-lhe sentido de aprendizagem e utilidade social. E o que diz, nesta entrevista, Roger Schank, não sendo original, nem sufragável por inteiro (pelo menos, na minha opinião), merece muito mais do que um sorriso de escárnio. Infelizmente, já sei o que dirão ou pensarão os… iluminados do costume. Mais chicote, mais chicote… e tudo, miraculosamente, se resolverá. Por que não tentais?…

As coisas extraordinárias que o diário do “grande orador” publica em manchete: Daniel Sampaio “aconselha os pais a serem autoritários”…

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i, 10.04.2010
Leio e ouço Daniel Sampaio há muitos, muitos anos. Sei que ele jamais aconselharia os pais “a serem autoritários”. Mas o diário do “grande orador” não distingue entre exercício de autoridade e autoritarismo. E, num subtítulo de arromba, põe Sampaio a defender o contrário do que ele sempre disse e escreveu. O bom jornalismo é assim…

Quem quer ser “ídolo”… veste-lhe a pele…

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Correio da Manhã, 07.04.2010

Só quem não saiba como funcionam, em grupo, os adolescentes é que poderá surpreender-se com este vídeo. E convirá lembrar que, todos os dias, ocorrem nas escolas situações muito mais graves do que esta, situações verdadeiramente violentas. E, como sempre aconteceu e acontecerá, há professores que os alunos respeitam e professores que os alunos não respeitam. E quando os alunos não respeitam um professor… tudo pode acontecer. Dir-se-á que é intolerável. Sim, é intolerável. Mas que fazem as escolas, os professores e as famílias para dialogarem e se entenderem? É muito fácil disparar contra os miúdos quando parece que toda a sociedade está apenas à espera que eles disparatem…

Um texto burro e desonesto que, também ele, nivela a inteligência por baixo…

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i, 06.04.2010

As chamadas pedagogias não-directivas, que Alberoni reduz aqui a uma pobre e cínica caricatura, não tiveram nunca, no meio escolar, a influência que, ultimamente, é moda atribuir-lhes. Antes tivessem, antes tivessem…
As causas do descalabro da escola tradicional e da educação autoritária, ao contrário do que sugere Alberoni, não são imputáveis a Rogers, a Dewey, a Neill, a Piaget, a Freinet, a Montessori e tutti quanti, sem esquecer, obviamente, Rousseau, a besta negra. Antes fossem: o problema resolvia-se facilmente, até porque todos eles já morreram há muito e os discípulos e os seguidores não abundam.
Eu sei que a ignorância só entende, quando entende, explicações a preto e branco, mesmo que fundadas na mais grotesca mistificação. Mas convém não exagerar, porque a estupidez ainda não é universal…

António Nóvoa: uma entrevista…

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“Nos tempos que correm, de tanto ruído e agitação, gostaria muito de escrever um livro sobre a pedagogia do silêncio”.

Eu também, meu caro António, eu também. Estou cansado do ruído dos lugares-comuns, dos preconceitos e da maldade…

Transcrevo a parte final da entrevista, que poderá ser lida, na íntegra, aqui.

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REVISTA EDUCAÇÃO – 02/2010 – EDIÇÃO 154

Lamento muito, mas, no essencial, sou obrigado a concordar…

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i, 22.03.2010
O articulista não sabe muito bem em que consiste o “crime público”, mas, no essencial, concordo com o seu ponto de vista. Quando os “educadores” precisam de leis para se assumirem e serem respeitados como tal… muito mal vai a família e muito mal, a escola…