O segundo “Forrest Gump” do Partido Socialista…


Expresso-Única, 15.05.2010

Ele há… coincidências! Não tenho aqui, de momento, o exemplar da revista do Expresso de 24 de Julho de 2004, em que Sócrates, também numa longa entrevista, se dizia um “animal feroz”. Mas quase poderia jurar que a entrevista era ilustrada com, pelo menos, uma fotografia de Sócrates também sentado num banco de jardim (espero que não fosse o mesmo banco em que se senta agora Seguro). Se a memória não me trai, faltava à fotografia de Sócrates como Forrest Gump a assinatura da sombra, que agora pode ser vista na fotografia de Seguro. Como os políticos portugueses, quando se prestam à pose, são tão primários e tacanhos!…

Um filme que recomendo: “Rois et reine”, de Arnaud Desplechin…



Há títulos que me prendem. Não conhecia ainda o realizador (Arnaud Desplechin), mas fixei o título: Reis e Rainha. Imaginei uma mulher no centro do universo, digo, da narrativa. E trouxe-a para casa, digo, o filme, para ver na intimidade dos lençóis (tenho o vício de adormecer na tela). Devo confessar que já raramente o cinema me consegue manter acordado. Rois et reine não é, propriamente, uma obra-prima. Mas tem ingredientes que o recomendam à memória. Nora, a “Rainha”, é uma das mulheres mais verdadeiras que eu já vi no cinema. Gostava de ter uma filha como ela, que me ajudasse a viver e a morrer assim…

Ditosa pátria amada que tem um deputado que os jornais já tratam como… “ladrão profissional”…

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24horas, 07.05.2010

Digo-vos: se mantiver o jeito de mãos, Ricardo Rodrigues ainda poderá aspirar a protagonizar, no cinema, o mais romântico e simpático de todos os ladrões da literatura: Arsène Lupin…

Tenho menos de um mês para decidir o que irei dizer sobre este filme de John Cassavetes…

O convite dos meus alunos era irrecusável. Queriam, num Ciclo de Cinema dedicado aos anos 60, que estão a organizar (no âmbito da tão desprezada Área de Projecto), que fosse eu a apresentar “Faces”, de John Cassavetes. Tanto lhes falei, circunstancialmente, do cinema de Cassavetes que eles decidiram… vingar-se, convocando-me para a apresentação de Faces. Nunca, na vida de professor, e já lá vão muitos anos, fui confrontado com uma convocatória tão inesperada e tão agradável. Cassavetes é um dos meus realizadores predilectos. Acresce (e os meus alunos não sabem) que ele nasceu, como eu, a… 9 de Dezembro. Como a minha amiga Ana Saraiva e… John Malkovich. O problema é que tenho apenas um mês para decidir o que irei dizer sobre Faces. Não é um filme para olhares fáceis e apressados. E a juventude de hoje é, culturalmente, hiperactiva. Que a memória tão doce de John Cassavetes me inspire…