O homem que não gosta de blogues, que vive acampado no televisor há duas décadas e, porém, que pagaria um milhão para ser invisível…

tavvvvvvv09aaaaa444444.jpg
tavvv09aaa1111.jpg
tavvvvv09aaa22222.jpg
tavvvvvvvv09aaa555.jpg
tavvvvvv09aaaa3333333.jpg
tavvvvvvv09aaa444444.jpg
DN, 05.07.2009
Só não lhe fica muito bem invocar a mãe para, uma vez mais, amesquinhar alguém que já não se pode defender: Eduardo Prado Coelho…
É todo um estilo…

Este Magalhães dispensa fundações, públicas ou privadas!…

magalllll09aaa11111.jpg
De vez em quando, apetece-me falar dos Amigos. Por exemplo, do João Baptista Magalhães, o Primo de Amarante (para ser mais exacto, de Marco de Canaveses, do inqualificável Avelino Ferreira Torres e da surpreendente Igreja de Siza Vieira ou de Santa Maria). O Magalhães tem muitos amigos e muitos inimigos, também. Temos isso em comum. E a memória de um ano inesquecível em que partilhámos a mesma casa, em Coimbra. A casa era minha: ele era o hóspede. E, não lhe sendo consentido que retribuísse em dinheiro a hospedagem, retribuiu na cozinha, servindo-me alguns dos mais poéticos e transmontanos jantares que a vida me serviu. Não sei, ainda hoje, como sobrevivi ao pecado da gula. O João Baptista Magalhães é, para além de filósofo, um excelentíssimo e mui prazeroso cozinheiro. Aqui há anos, cruzando-nos circunstancialmente num restaurante em Matosinhos, envergonhei-o. Ele almoçava com a fina-flor da Universidade Católica, do Porto (onde, na altura, ensinava). Começámos, obviamente, a disparatar, alheios a quem se encontrava à nossa volta. Até que ele se sentiu na obrigação de me apresentar aos “ilustres” començais que o acompanhavam. Sorri, cumprimentei os presentes e lembro-me vagamente de ter dito algo do género: “não fiqueis escandalizados, mas este foi o homem que me serviu na cozinha durante um ano!” Não sei como o João desembrulhou depois a pecaminosa revelação. Mas sei que o fez certamente com inteligência e boa disposição. O Magalhães é um príncipe do Porto. Disse-lhe hoje que há mais de trinta anos que estou em dívida para com ele. Mas talvez presentemente eu seja capaz de o surpreender na cozinha. E de retribuir os magníficos jantares que ele me serviu em Coimbra. Saravá, companheiro!…