As mentiras da história que os políticos servem aos idiotas dos cidadãos…

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Sabe-se muito pouco de Pelágio (ou Pelayo), como, naturalmente, se sabe muito pouco do que se passou nas Astúrias no século VIII. O que se conta do insubmisso visigodo é lenda, matéria volátil de poesia trovadoresca. A história dos povos precisa de símbolos de carne e osso e Pelágio é um desses símbolos. Mas ele foi tanto o primeiro “rei de Espanha” como eu serei o último da Lusitânia. O que não impede que, neste monumento erguido em Canga de Onís, se faça de Pelayo o “primeiro rei de Espanha”. E, por extensão, de Canga de Onís, a capital do primeiro reino das Espanhas. Trata-se de uma invenção retroactiva. Mas tenho de admitir que o escultor foi muito feliz: Pelágio era tal e qual, reconheci-o logo…

2 Responses to “As mentiras da história que os políticos servem aos idiotas dos cidadãos…”

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  1. Alexandre de Castro says:

    À estátua faltam as chuteiras de jogar o futebol visigótico.

  2. Este post traz-me à memória uma festa de casamento em que fui convidado em Junho de 2001. Casamento entre uma ilustre espanhola, filha do ?alcalde? de Cangas de Onís, e um não menos ilustre marroquino, filho de um herói da falhada tentativa de regicídio de 16 de Agosto de 1972 (http://www.telquel-online.com/129/couverture_129_1.shtml).
    Lembro-me perfeitamente dessa estátua de Pelágio, ao lado da igreja onde foi celebrado o casamento (sim, porque foi mesmo na igreja!…). E lembro-me perfeitamente do estranho efeito que me provocou essa cerimónia, celebrando o regresso, em pompa, de um ?príncipe? sarraceno à cidade berço da reconquista.

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