A volúpia do sofrimento…

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Por mais humanamente respeitável que seja o desespero do casal, a embriaguês de publicidade em que vivem parece ter-se já convertido numa espécie de volúpia de autocomiseração, alimentada e financiada generosamente por todos os voyeurs do sofrimento alheio. O verdadeiro e perverso negócio desta exaltação mediática dispensa a recuperação da miúda (viva ou morta): quase exige, pelo contrário, que ela permaneça eternamente desaparecida. O supremo bonzo dos católicos, como era de esperar, também quis cavalgar a volúpia e tirar partido do negócio. Tudo isto é um nojo, um imenso nojo. Pobre criança…

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