A “minha” Brasileira…

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Público, 17.03.2009
Quando eu era criança e comecei a acompanhar, digo, a servir de bengala ao meu avô Agostinho, havia duas Brasileiras, frente a frente, cada uma no seu gaveto: a Brasileira Velha e a Brasileira Nova. Ouvi, mil vezes, contar a estória: na segunda guerra mundial, os “anglófilos” e os “germanófilos” de Braga não partilhavam a mesma Brasileira. Os adeptos dos aliados frequentavam a Brasileira Velha. Os adeptos dos nazis e dos fascistas aglomeravam-se na Brasileira Nova. O meu avô, como todos os “democratas” de Braga, frequentava (e eu, atrelado a ele) a Brasileira Velha. Foi neste santuário, que hoje reabre ao público, que eu comecei a perceber que a unanimidade em torno de Salazar era uma grande mentira. A Brasileira Nova já morreu. Morreu na enxurrada do 25 de Abril…

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