Noutros tempos, o fogo do santo ofício pouparia o grande vigário a estas consumições: e as crianças, sopradas pelo demo, ardem depressa…

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Público, 29.03.2010
Quando tenho de dar um exemplo de “maldade superior”, lembro-me imediatamente desta criatura. A sua existência é mais uma prova da inexistência de deus…

Estes católicos estão sempre a “ressussitar-me” para a gargalhada!…

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Apesar de ateu, sou presenteado, por ocasião das “festas”, com o boletim da “minha” paróquia. Leio sempre, com a mesma alegria com que, na adolescência, saboreava os almanaques e o borda-d’água. Pensar que, na freguesia em que nasci, ainda há portugueses que vão à missa, que mandam os filhos à catequese, que pagam a côngrua, que abrem as casas, no domingo de páscoa, ao “compasso”… é algo que continua, perversamente, a excitar o meu anticlericalismo. É tudo tão primário, tão estúpido e tão medieval que me pergunto sempre como ainda é possível…
Acresce que o “meu” pároco é um bom rapaz do Opus Dei que conheço desde os tempos de menino e moço, quando começou a dar aulas, na escola em que eu trabalhava, de Educação Moral e Religiosa Católica. Ele deve pensar que eu sou o Diabo, porque, quando nos cruzámos no bairro, ele tenta evitar-me e fugir, não vá eu interpelá-lo sobre os vícios da seita. E eu rio, rio, rio…
Hoje, quando abri o boletim paroquial e li “ressussitou”… gargalhei. Ainda não foi crucificado e já estão a… ressussitá-lo!…