Improviso para retroverter o desconforto…

Se eu soubesse
traduzir do japonês
dir-te-ia talvez
que nenhuma janela
abre tanto para o silêncio
como costumam abrir
os teus gestos
esse silêncio que precisa sempre
de tantas palavras
para se dizer
mesmo quando agradece
simplesmente
o eco de todas as rotinas.

Ademar
30.03.2010

Inocente ou culpado? Desconfio que, nestas circunstâncias, jamais se saberá. E ficará para sempre a suspeita de que a “justiça”, mais uma vez, fechou os olhos, protegendo o alegado “abusador”, por ser quem é…

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DN, 30.03.2010
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Correio da Manhã, 30.03.2010
A justiça, em Portugal, não enterra os mortos, nem cuida dos vivos. E todos se afundam no pântano que a inércia cria à sua volta…

Não haverá, em todo o planeta, um macho ou uma fêmea (não discuto orientações) que conforte esta pobre mulher sempre tão amargurada e zangada com o universo?…

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Parece que esta mocinha também passou ontem pelo Prós e Contras e disse coisas. Altissonantemente, como é timbre das feiras. Esta mocinha dói-me, pela infelicidade e pela raiva que transpira de tudo o que diz e escreve. Ele há gente, neste país, que parece viver, permanentemente, entre o gólgota e a cruz. Não pelo lado dos supliciados, mas dos supliciadores…
A falta que o sexo, o sexo inteligente, faz às pessoas…