Improviso sobre Carlos Gardel, para fintar a memória e a distância do desejo…


Quando fechavas os olhos
e a luz para ouvir Gardel
naquele quarto onde todos
tinham nascido
quantas mulheres
cabiam nos teus braços
sem os teus braços saberem?
aprendi o mistério do tango
no teu silêncio granítico
e nas mãos que eu fingia beijar
quando recolocavas a máscara
e me impunhas a bênção
havia tantos desejos anteriores
ao tempo em que nos perdiamos
nessas noites em que aspiravas apenas
ao perfume de uma rosa
sem a mãe suspeitar.

Ademar
31.03.2009

Uma empresa (intermunicipal) mais do que perfeita…

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Correio da Manhã, 31.03.2009
O genro de Mesquita Machado promoveu-se a director-geral da empresa cuja administração integrava. O compadre Névoa, que tão generosamente contribuiu para o dote de casamento da filha de Mesquita, foi promovido a presidente do conselho de administração. José Sócrates é primeiro-ministro e António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (de cuja vereação faz parte José Sá Fernandes, que Domingos Névoa tentou corromper) . Acho que vou emigrar para a Madeira!…

A traição reclama sempre um facalhão…

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Flash, 31.03.2009

Todos os jornais e todas as revistas oferecem brindes. Esta… oferece hoje um facalhão com o número em que tenta vender, pela enésima vez, a frustração das meninas que, desinteressadamente, romanticamente, vão desfilando pela cama de Cristiano Ronaldo. Sórdido? Espero que nenhuma dessas meninas use o facalhão para amputar o artista do santo lenho…

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Flash!, 31.03.2009

Obviamente, demitam-se!… (136)

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Em três anos, conseguiram instalar o caos nas escolas públicas. Já não discuto as intenções, nem as causas; limito-me a registar as consequências: professores furibundos e insubordinados, que nenhum sindicato ou conselho executivo consegue já controlar; alunos nervosos e insurrectos, à espera do menor pretexto para fazerem desacatos; pais perplexos e divididos.
Eu sei que o governo não desejava isto. Mas a realidade é esta e está à vista de todos.
No caos, ninguém ensina e ninguém aprende e o processo educativo converte-se num pesadelo diário. As escolas públicas precisam urgentemente de paz. E precisam de um novo fôlego motivacional.
Maria de Lurdes Rodrigues, Valter Lemos e Jorge Pedreira deixaram de ser parte da solução, para passarem a ser, simplesmente, o problema. Se são pessoas de bem e ainda querem o melhor para as escolas e para o país, só lhes resta um caminho: pedirem a demissão e darem o lugar a outros. E quanto mais depressa, melhor.