Uma aposta poética…

Há um ano fiz uma aposta comigo, que não partilhei com ninguém: que seria capaz de escrever e publicar, durante 2008, 365 poemas, um por cada dia. Conferi há pouco (espero não me ter enganado): foram… 390. Venci a aposta!…

Ao contrário do que podereis julgar, sou um crítico implacável da poesia que faço. Em geral, acho que é uma merda, relativamente bem elaborada (a técnica é fácil de aprender). Dos 390 improvisos que escrevi em 2008, talvez publicasse em livro uma meia centena. Os outros não são mais do que jogos ou brincadeiras de palavras…

Não sei se, em 2009, terei vontade de continuar a escrever algo que se pareça com poesia. Nesta altura, estou mais inclinado a publicar um diário. Veremos se sou capaz e em que termos…

Obviamente, demitam-se!… (48)

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Em três anos, conseguiram instalar o caos nas escolas públicas. Já não discuto as intenções, nem as causas; limito-me a registar as consequências: professores furibundos e insubordinados, que nenhum sindicato ou conselho executivo consegue já controlar; alunos nervosos e insurrectos, à espera do menor pretexto para fazerem desacatos; pais perplexos e divididos.
Eu sei que o governo não desejava isto. Mas a realidade é esta e está à vista de todos.
No caos, ninguém ensina e ninguém aprende e o processo educativo converte-se num pesadelo diário. As escolas públicas precisam urgentemente de paz. E precisam de um novo fôlego motivacional.
Maria de Lurdes Rodrigues, Valter Lemos e Jorge Pedreira deixaram de ser parte da solução, para passarem a ser, simplesmente, o problema. Se são pessoas de bem e ainda querem o melhor para as escolas e para o país, só lhes resta um caminho: pedirem a demissão e darem o lugar a outros. E quanto mais depressa, melhor.