Um país de… flautistas…

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O Henrique, o meu filho mais novo (nascido em 98), está no 5º ano. A música é uma das suas paixões. De resto, tem formação musical, extra-escolar, há vários anos. Se as classificações escolares tendessem a reflectir os conhecimentos e as competências dos alunos, o meu filho, normalmente, teria 5 na disciplina de Educação Musical. Teve 3, a sua classificação mais baixa (nas demais disciplinas, teve 4 ou 5). Pedi-lhe que me explicasse o aparente “inêxito” numa disciplina em que deveria ser um… craque. Encolheu os ombros e respondeu: “ó pai, é uma seca!”. O que é uma… seca? quis saber. “É só flauta, flauta, flauta”…
Infelizmente, ele tem razão. A escola pública portuguesa, em matéria de formação musical, parece há muito hipotecada a um único desígnio: formar flautistas. Sabe-se com que sucesso…

Obviamente, demitam-se!… (46)

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Em três anos, conseguiram instalar o caos nas escolas públicas. Já não discuto as intenções, nem as causas; limito-me a registar as consequências: professores furibundos e insubordinados, que nenhum sindicato ou conselho executivo consegue já controlar; alunos nervosos e insurrectos, à espera do menor pretexto para fazerem desacatos; pais perplexos e divididos.
Eu sei que o governo não desejava isto. Mas a realidade é esta e está à vista de todos.
No caos, ninguém ensina e ninguém aprende e o processo educativo converte-se num pesadelo diário. As escolas públicas precisam urgentemente de paz. E precisam de um novo fôlego motivacional.
Maria de Lurdes Rodrigues, Valter Lemos e Jorge Pedreira deixaram de ser parte da solução, para passarem a ser, simplesmente, o problema. Se são pessoas de bem e ainda querem o melhor para as escolas e para o país, só lhes resta um caminho: pedirem a demissão e darem o lugar a outros. E quanto mais depressa, melhor.

Improviso para descaprichar…

Escrevo apenas
para que saibas que estou vivo
ainda estou vivo nas palavras que escorro
pelo menos nestas
estar vivo é uma graça da natureza
frequentemente uma piada
faz-se tudo o que se pode para morrer
e a morte joga connosco à cabra-cega
fingindo que não percebe
essa puta vadia e calaceira.

Ademar
29.12.2008

O ABSURDO a cores (leia-se tudo junto e cedilhado) ou… de como um Cavaco refém da crise (e, por isso, impotente) proporcionou um orgasmo colectivo aos comentadores políticos e aos politólogos de turno…

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Agarrai-me… que os dissolvo!
Não fora a crise e a notícia desta noite não seria o absurdo de um Estatuto, mas a dissolução de um Parlamento.
Cavaco exemplificou hoje, em directo, o coito interrompido. Politicamente falando, claro…