Notas (triviais) de leitura de um dicionário… (1)

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Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo Português
Primeira desilusão. São oito páginas e três entradas consagradas à heteronímia pessoana. Não encontro nelas respostas para perguntas muito simples. Existirá um inventário, ao menos cronológico, dos heterónimos pessoanos? Afora os mais conhecidos (Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alexander Search, Bernardo Soares, António Mora, Thomas Crosse), que outros nomes nos legou Pessoa? Em que circunstâncias os criou? E que vida e obra lhes concedeu, se não são apenas nomes?…
Crê-se que Fernando Pessoa terá inventado mais de 70 outros nomes. Teresa Rita Lopes, por volta de 1990, terá contado exactamente 72. Quais?…
Eu julgava que este Dicionário me daria as respostas. Parece, afinal, que vou ter que as procurar noutro lado…

Obviamente, demitam-se!… (16)

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Em três anos, conseguiram instalar o caos nas escolas públicas. Já não discuto as intenções, nem as causas; limito-me a registar as consequências: professores furibundos e insubordinados, que nenhum sindicato ou conselho executivo consegue já controlar; alunos nervosos e insurrectos, à espera do menor pretexto para fazerem desacatos; pais perplexos e divididos.
Eu sei que o governo não desejava isto. Mas a realidade é esta e está à vista de todos.
No caos, ninguém ensina e ninguém aprende e o processo educativo converte-se num pesadelo diário. As escolas públicas precisam urgentemente de paz. E precisam de um novo fôlego motivacional.
Maria de Lurdes Rodrigues, Valter Lemos e Jorge Pedreira deixaram de ser parte da solução, para passarem a ser, simplesmente, o problema. Se são pessoas de bem e ainda querem o melhor para as escolas e para o país, só lhes resta um caminho: pedirem a demissão e darem o lugar a outros. E quanto mais depressa, melhor.

Improviso incorrecto…

Há pontos cardeais que não localizo ainda
na cerca do teu corpo
bússolas que embaraçam as mãos
na cabra-cega da vindima
nenhuma aventura
promete tanta incerteza
como esta de nos viajarmos
morremos tão devagar
nascemos tão devagar.

Ademar
29.11.2008

De como Maria de Lurdes Rodrigues, em três anos, conseguiu inverter a mitologia…

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Correio da Manhã, 29.11.2008
Artemisa já não castiga cruelmente, como outrora, quem lhe falte ao respeito: leva, simplesmente, porrada. Este país, com esta ministra da educação, não é para professores…
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Jean Chevalier&Alain Gheerbrant, Dicionário dos Símbolos