O país grotesco…

Três excertos da longa e canalha entrevista de Cunha Vaz ao Público. Percebe-se agora melhor por que Santana e Menezes são, politicamente, uma fraude e o PSD… um circo…
EXCERTO 1: O MANDANTE E O FACTÓTUM…
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EXCERTO 2: A HARMONIZAÇÃO FISCAL E O CONTRATO…
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EXCERTO 3: A LÍNGUA NOS DENTES OU OS DENTES NA LÍNGUA
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Público, 28.04.2008

O Público ensandeceu?!…

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Público, 28.04.2008
Que o Público dedique quatro páginas ao dono de uma agência de comunicação… já pareceria de mais. Mas que lhe dedique ainda, quase por inteiro, a primeira página… dá que pensar. Francamente, não sei se o P a vermelho que encima o grande plano do rosto da criatura significa Público ou… Publicidade…
Há peças jornalísticas que tresandam a frete…

Quem quer morrer em directo, “instalado” às mãos de Gregor Schneider ?…

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Gregor Schneider
Há mais de 20 anos que previ que ainda assistiríamos a programas de morte em directo nas televisões. Doentes terminais aceitariam morrer em directo num estúdio, para gáudio e entretenimento de milhões de telespectadores. Até imaginei um sistema de apostas, o totóbito. Quem acertasse na hora exacta da morte… arremataria o prémio.
O artista plástico alemão Gregor Schneider deve ter lido o meu texto. Ele está, actualmente, à procura de um doente terminal que se disponha a morrer em directo numa galeria de arte, no contexto de uma instalação.
Se bem conheço a espécie humana, não faltarão candidatos…

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Gregor Schneider, Mann mit Schwanz, Rheydt, 2004

Momentos fatais na vida de uma mulher…

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Sol, 25.04.2008
Eu sei que os leitores gostariam muito de ler o resto desta crónica-composição de Margarida Rebelo Pinto… sobre as meias dos homens. Lamento, mas a crónica inteira só poderá ser lida na versão impressa do próprio jornal. Eu, aqui, apenas sirvo (e promovo) as entradas…

Valter Lemos já foi demitido?… (56)

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Público, 01.03.2008
Quando um secretário de estado censura, publicamente, a actuação política (ainda que no passado próximo) de um colega ministro… que deverá fazer um primeiro-ministro (mais a mais, quando ele próprio fazia parte também do governo censurado)?
Duas hipóteses.
Hipótese 1
Cruza os braços e assobia para o ar, fingindo que não é nada com ele ou que ninguém percebeu.
Hipótese 2
Dispensa liminarmente os serviços do secretário de estado, ainda que ele possa ser seu amigo.
Um primeiro-ministro que assobie, covardemente, para o ar e faça de conta… só poderá merecer o desprezo do país…
Um primeiro-ministro que afirme a sua autoridade… merecerá, pelo menos, o respeito dos seus ministros.
Chegou a hora de José Sócrates mostrar o que vale como primeiro-ministro.

Improviso concêntrico…

Renuncio à geometria
das certezas da alma
todas as formas têm um desleixo
de cores e de sons e de sentidos
que me incompleta
percebo mais de desterros
do que de multidões
e nunca espero respostas
da eternidade
senão intuições.

Ademar
27.04.2008