Improviso para iludir a perfeição…

Pergunto-me muitas vezes
como seria o poema perfeito
em que nenhuma palavra falhasse
nenhuma pausa ou silêncio
um poema feitiço ou bruxedo
luz apenas sem feixe de sombras
tão perfeito
que se garantisse a eternidade
na evidência elementar
do mais poderoso espanto.

Ademar
02.04.2008

Uma fotografia enigmática…

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Público, 02.04.2008
Estas associações pedirão, talvez, uma leitura psicanalítica. O quadro que aparece na fotografia não tem, obviamente, qualquer relação com o objecto da notícia. O que não impediu o jornal de lhe sobrepor uma legenda narrativa: “os alunos foram sentados de frente para uma parede e de boca tapada“. Repare-se no que está escrito na parede, digo, no quadro….

Lombadas poéticas…

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É a parte da minha biblioteca que mais utilizo, por razões profissionais. Mais do que o direito… a poesia. Hoje, decidi arrumá-la. Ainda não completamente (há livros de poesia que jazem esquecidos noutras prateleiras, noutras estantes, noutra salas), mas… já perderei, todos os dias, menos tempo a procurar a poesia que preciso de partilhar com os meus alunos e convosco…
Sim, preciso! Partilhar poesia é uma necessidade quase fisiológica…

Sejamos coerentes: ressuscitemos Salazar e Cerejeira, de preferência, ainda mais estreitamente mancomunados!…

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Ministério da Educação Nacional, O Livro da Primeira Classe
Foi por este manual que eu aprendi, quando entrei para a escola primária (em 1959). Era tudo simples, não era?
1- O pai (não a mãe) era a autoridade na família.
2- Os filhos, naturalmente, eram obrigados a ter-lhes… amor, respeito e obediência.
3- O professor (repare-se no género) era a autoridade na escola.
4- Todos os alunos deveriam obedecer às suas ordens e estar atentos às suas lições.

E tudo porquê? Retenho a síntese:
Porque Deus, naturalmente, mandava respeitar os superiores e obedecer às autoridades.
Como seria bom e tranquilizador que tudo continuasse assim!…
Volta Salazar! Volta Cerejeira!