Viva os Jogos Olímpicos de Pequim!…

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Há quem se escandalize com fotografias como esta ou com os enredos que elas evidenciam (aqui, militares chineses preparando-se para fazer de monges tibetanos). Há muito que o exercício cénico da política, baseado no engano, na mistificação ou, simplesmente, na falsificação, deixou de me escandalizar. Por vezes perguntam-me por que sou ou por que estou tão cínico. Por vezes ainda aceito, como agora, responder: porque a natureza humana é a mais previsível (e a mais cruel) de todas as naturezas…

Do you like me now?!…

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John Wilmot

Johnny Depp no papel de John Wilmot
John Wilmot foi (1647-1680), Stephen Jeffreys escreveu (1994), Laurence Dunmore cinematografou (2004), Johnny Depp interpretou: O Libertino. Um filme mais que vos recomendo…

O Libertino não vale apenas pela interpretação de Johnny Depp, mas também de Samantha Morton e Rosamund Pike (as duas Elizabeth da vida de Wilmot) e John Malkovich (o rei Carlos II). Deixo-vos com a sequência inicial e a sequência final do filme. Reparai na simetria…
Sequência inicial
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Sequência final

Valter Lemos já foi demitido?… (57)

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Público, 01.03.2008
Quando um secretário de estado censura, publicamente, a actuação política (ainda que no passado próximo) de um colega ministro… que deverá fazer um primeiro-ministro (mais a mais, quando ele próprio fazia parte também do governo censurado)?
Duas hipóteses.
Hipótese 1
Cruza os braços e assobia para o ar, fingindo que não é nada com ele ou que ninguém percebeu.
Hipótese 2
Dispensa liminarmente os serviços do secretário de estado, ainda que ele possa ser seu amigo.
Um primeiro-ministro que assobie, covardemente, para o ar e faça de conta… só poderá merecer o desprezo do país…
Um primeiro-ministro que afirme a sua autoridade… merecerá, pelo menos, o respeito dos seus ministros.
Chegou a hora de José Sócrates mostrar o que vale como primeiro-ministro.

Improviso ele mesmo excêntrico…

Vivo de menos
para escrever de mais
há uma vida nas palavras
que só cabe nas palavras
uma vida que fosse
todas as vidas
de que nada ficasse por contar
ou por dizer
no horizonte das palavras
não há destinos excêntricos
todas as personagens são reais.

Ademar
28.04.2008