Ter ou não… razão…

Escreve Vital Moreira:
“Um amigo critica-me o que julga ser o meu “desprezo” pelo protesto dos professores. Mas não tem razão. Respeito o direito de protesto de toda a gente, sobretudo quando se julga agravada. O que eu penso é que não basta ter motivos de protesto para ter razão…”
Sim, meu caro Vital, não basta ter motivos de protesto para ter razão. Sobretudo (perdoa a ironia) quando se trata da razão… alheia….
O que mais importa à política, como bem sabes, não é a razão ou a “verdade” (cada um tem a sua, conforme as lentes através das quais vê a “realidade”), mas o convencimento. Politicamente falando, quem não convence, não tem razão (por mais que julgue tê-la). E então em educação… é inútil pretender que alguma coisa mude, se os principais actores da mudança não estão convencidos e, por isso, motivados.
Em democracia, é assim e sempre será. Felizmente. Não basta ter causas; é indispensável saber catapultar o sonho e congregar vontades. E aqui, lamento dizê-lo, a tua Ministra da Educação falhou rotundamente…

TSF – 20 anos!…

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JN, 28.02.2008
É a minha companheira diária de há muitos anos. Uma companheira de olhos bem abertos, atenta, sensível e, quase sempre, inteligente. Ninguém em vida me deu tanto por tão pouco…
Obrigado e parabéns, amigos!…

Iluminações…

Diz Vital Moreira, saindo pela enésima vez em defesa de Sócrates e da Ministra da Educação:
“Como prova a experiência politica, raramente os próprios profissionais de um sector podem ser agentes de reforma desse sector. Normalmente, são agentes de conservação, e de reacção.”
Acabo de perceber por que não podemos esperar dos políticos profissionais a reforma dos costumes políticos e do “sistema”. Desde logo, de Sócrates, que nunca fez outra coisa na vida, profissionalmente falando, senão… política…
Ou será que a lógica de Vital se aplicará apenas aos… professores?…

Improviso na forma de eterna réplica…

Se a alma me sobrasse
como sobram os dias
viveria talvez ainda mais leve
e não teria que pensar
como dizes sempre
que está tudo errado
ainda que já o tenhas dito
milhões de vezes
em todas as vidas anteriores a esta
e em todas as vidas
que já não chegarás a viver.

Ademar
27.02.2008