“Os homens mais vis e abatidos do mundo” ou… de como “a vaidade dos bens presentes” é punida com o desprezo de Cristo…

med.jpg
A Religiosa em Solidão, 1746
A vaidade anda por aí. Reparai, por exemplo, nas vestes e nas poses e nas falas do patriarca dos católicos, na barriga farta e na quase luxúria com que ele manipula o hissope, da direita para a esquerda e da esquerda para a direita, para cima e para baixo. Como é que se chama a criatura? Ah! Policarpo. José. José Policarpo. Nasceu pobrezinho e sem Dom, mas prosperou, e agora é muito rico e muito importante e muito influente, e até há quem diga que ainda vai chegar a Ratzinger…
À vista de toda esta gente, Cristo, hoje, já não se deixaria crucificar…

Improviso intervalar …

Deixei apenas de ouvir os silêncios
ou os gritos
agora nada adivinho
nada presumo
posso imaginar tudo
a incerteza dos passos
as mãos que se atrapalham
no ângulo da defesa
até os olhos que se deixam vendar
nas palavras sempre hesitantes
todas as verdades são tão imateriais
como esta.

Ademar
30.01.2008

anab.jpg
DN, 30.01.2008
“Fazer mais e melhor com menos meios”… é o propósito (assaz patriótico) do novo Ministro da Cultura, que todos os jornais, divertidamente, associam aos Gato Fedorento. Ministro de quê?…

Swing?…

bruni.jpg
Público, 30.01.2008
A RTP1 promete dedicar hoje uma parte do Telejornal ao swing, que já envolveria cerca de 4.000 casais portugueses, para grande escândalo, certamente, de José Policarpo e Jorge Ortiga, ilustres dignitários da igreja dita católica, apostólica, romana. Carla Bruni, “namorada” do presidente francês (que, ao contrário do que informa a notícia, completou anteontem 53 anos), já declarou que não é, sexualmente, partidária de excessivas fidelidades monogâmicas. Tiro-lhe o chapéu. E, como se comprova, ela gosta de organizar festas privadas…

Notícias da selva do futebol…

craq.jpg
Correio do Minho, 30.01.2008
Sim, claro, os pais. Os pais são sempre os culpados. Os clubes de futebol até são escolas de virtudes, mas os pais, esses malandros, estragam tudo, conspurcam tudo. Vendem ou hipotecam os filhos, precocemente, a qualquer empresário que…
Tenho, feliz ou infelizmente, alguma experiência nesta matéria. Os meus filhos mais novos sempre gostaram de jogar futebol e sempre revelaram algum jeito para. Entraram ambos com 6/7 anos para as “escolinhas” do Sporting Clube de Braga e ambos foram, mais tarde, “convidados” a integrar as escolas de formação, passando a disputar os respectivos campeonatos regionais. O Francisco desistiu aos 13, para grande desilusão dos treinadores (que lhe auguravam um futuro promissor), e o Henrique, que tem 10, ainda continua. Como pai, ando nisto, pois, há sete/oito anos. Conheço bem a máquina da “formação”, os promotores da coisa, os dirigentes, os “empresários”, os treinadores, os pais. É um sub-mundo que não recomendo a ninguém, habitado por gente (tirando, devo reconhecê-lo, alguns treinadores e alguns pais mais clarividentes) que vive, em geral, da mentira, da ignorância e da “gula” negocial que o futebol, hoje, engendra e promove. Sub-mundo que as câmaras municipais, generosamente, alimentam e que os dirigentes dos clubes, frequentemente mancomunados com os “empresários”, vão procurando “rentabilizar”, multiplicando as ilusões.
Seria suposto, por exemplo, que os miúdos só poderiam permanecer nas “escolas de formação” enquanto tivessem bons resultados escolares. Não é isso que sucede. Os clubes que eu conheço fecham discretamente os olhos à “performance” escolar dos jogadores, consentindo que miúdos que vão acumulando retenções permaneçam nas “escolas de formação” e continuem a jogar. E há miúdos com oito, nove, dez anos que os clubes recomendam (ou deixam recomendar) aos empresários, que começam a abordar e a importunar as respectivas famílias, acenando-lhes com “contratos” fabulosos. E há pais que entram no comércio…
No colóquio promovido pela Câmara Municipal de Braga, a que se reporta esta notícia, alguém terá sugerido que os clubes de futebol abrissem mãos das escolinhas e das escolas ditas de formação, pelo menos, até “aos juvenis”. Não poderia estar mais de acordo.