Diz-me, espelho meu, quem é menos remodelável do que eu?!…

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JN, 30.12.2007
Por razões bairristas (e não só), eu não devia escrever e publicar isto. Isabel Pires de Lima nasceu na mesma cidade e no mesmo ano em que eu nasci. E só não fomos colegas de liceu porque Salazar não deixou. Mas esta declaração da Ministra da Cultura ao JN é… patética. Num país de analfabetos, ela acha-se uma governante muito… popular. É caso para dizer: ó Sócrates, despacha lá depressa essa remodelação!…

FNAC: Fraude No Atendimento Comercial…

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Comercialmente falando, a FNAC é um desastre, uma fraude. Já não discuto os preços, nem a competência dos miúdos e das miúdas que assistem, como podem e sabem, à clientela. Discuto sobretudo a organização e a falta de respeito que ela evidencia pelos clientes. Em Braga, num mês, já me aconteceu o seguinte: ter de esperar quase uma hora pela troca de um vídeo defeituoso; pagar em dobrado o valor de um cd e ter de esperar ainda mais 15 minutos pela reposição do dinheiro pago em excesso (e isto porque tive o cuidado de conferir a factura). No dia em que tiver concorrência à altura, a FNAC desaparece num ápice…

Improviso para dizer a sabedoria…

Antes das palavras o silêncio
e depois também
nunca esperei menos
nunca espero mais
há uma sabedoria que não se aprende nos livros
e nenhuma escola ensina
sabedoria
que tu converteste numa espécie de arte
a arte do recolhimento.

Ademar
28.12.2007

Entre toda a luz e algumas sombras – memórias de uma viagem interior (67)…

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Tentas manipular, numa espécie de tela, as coordenadas do sonho. Não todas, mas as suficientes para não perderes completamente o controlo dos pesadelos. Esse inconsciente em que te alagas e em que te sentes, tantas vezes, afogar. Levantas diques para conter a água, mas nenhum resiste à violência das ondas. Há pensamentos e sentimentos que estremecem e embaraçam, apenas porque não os partilhas com ninguém. Os diques rebentam sempre por falta de argamassa, digo, de resistência interior. Acumulaste tanta energia de autodestruição, tanta descrença, tanta mágoa, que já não consegues equilibrar-te no fio da navalha da consciência. Todos os muros te parecem intransponíveis. Não há margem em que descanses, não há travesseiro em que repouses. Esperas sempre menos de tudo e a única segurança que te permites é a segurança da fuga, quando te sentes encurralada. Nenhum alicerce se mantém de pé nesse pântano de incertezas. Nenhuma verdade que te amplie. Todos os sonhos têm uma rota circular sobre um ponto que fixaste no horizonte. Um horizonte que nunca fará parte do que tu és…

A transferência mais indecorosa da época…

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JN, 28.12.2007
Num país decente, isto seria, simplesmente, crime. Na gestão do BCP, Santos Ferreira vai usar toda a informação privilegiada que acumulou, durante anos, à frente da Caixa Geral de Depósitos. Pode ser legal, mas é indecente. E quem aceita fazê-lo, tem uma noção de ética muito… complacente. Como certos hímens que nunca rompem…