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Diário do Minho, 30.08.2007
Há trinta anos atrás, Mesquita Machado não daria um passo para preservar uma pedra que fosse de Bracara Augusta. De resto, aliás, fez o que pôde para não deixar pedra sobre pedra. Agora, já aparece ao lado de Manuela Martins (olá, Manuela!) como putativo salvador de Bracara Augusta. Já só me apetece rir, rir, rir e dizer, na intimidade, uns impropérios. A lata desta gente não conhece limites. Acabamos sempre por morrer envergonhados deste país…
Não é, Henrique?…

Disciplina de castrados, perdão, castrense…

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Público, 30.08.2007
Com a idade, sinto-me cada vez mais anarquista. Igrejas, tropas, indústrias de guerra e afins, sociedades secretas… se pudesse e fosse deus, abolia tudo. No dia em que as igrejas e as tropas tivessem de fechar as respectivas lojas por falta de caixeiros e de clientes… eu seria um pouco mais feliz. Eu? Não seríamos todos?…

Confesso que estou imensamente preocupado!…

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Público, 30.08.2007
Eu… e vinte milhões de portugueses espalhados pelas quatro partidas…
Desculpai a minha ignorância: o que é a… GNR?
Os políticos portugueses já só inspiram a comiseração universal. Coloco-me no lugar do cidadão comum e percebo melhor por que ninguém quer saber…

Improviso em forma quase de agenda…

As palavras não dizem as mãos
nem os olhares
nem os gestos
no cofre das palavras
cabe apenas a mentirosa ilusão da consciência
essa imponderável espuma
que nenhuma noite retém
enforcamo-nos nas palavras
asfixiamos nelas
sim
a morte é um débito de palavras erradas
um tumulto interior
uma desordem
uma imprudência.

Ademar
29.08.2007