O totobola da avaliação no 1º Ciclo…

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Parece um boletim do totobola, mas não: é uma ficha de registo de avaliação no 1º Ciclo do Ensino Básico. É tudo uma questão de… revelação: revela pouco, revela, revela muito. O quê? Compreensão, conhecimentos, capacidade, domínio, técnicas. Coisa pouca…
Suponho que deve haver um maquinismo qualquer (tipo termómetro ou censor) para medir a proficiência do desempenho das crianças nestes parâmetros. Ou será que a “revelação” é, simplesmente, avaliada a… olhómetro?
Faites vos jeux!…

A sétima antes de seis…

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Público, 02.07.2007
Repare-se no título:
UNIÃO EUROPEIA SÉTIMA DE BEETHOVEN EM PRELÚDIO A SEIS MESES DE PRESIDÊNCIA
Lindo!…
É por esta e por muitas outras que continuo fiel ao Público…

Ficheiros muito pouco secretos do abnoxio, três anos depois (1)…

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Um animal feroz…
Proclama-se um esteta em matéria de mulheres e cita Vinicius (“as feias que me perdoem, mas a beleza é fundamental”). Confessa que não sabe (nem tem inclinação para) cozinhar, mas horroriza-o a desigualdade entre os cônjuges, com o homem a mandar e a mulher a obedecer. Por isso, reclama-se afoitamente do paradigma da “nova família democrática”, baseada na igualdade entre géneros (supõe-se também que na cozinha…) e no respeito pelos direitos das crianças. Diz-se cristão, mas não católico, afirmando-se tocado por “uma religiosidade muito própria”. Informa que raramente vai ao futebol, mas adianta patrioticamente que não perde um jogo da selecção e sofre pelo Benfica. Em matéria de comportamentos, diz-se “muito liberal, muito liberal”, mas não tem ainda opinião formada sobre a adopção de crianças por casais homossexuais, porque ainda não estudou suficientemente o assunto. Perguntado se alguma vez fumou um charro na juventude, responde socraticamente que “foi um jovem do seu tempo”. Presume-se que, na juventude, já era liberal, muito liberal…
Politicamente, confessa-se iluminado pelos exemplos de três “grandes combatentes políticos e grandes homens de Estado”: Guterres, Mitterand e Willy Brandt. E, em crescendo de intensidade, cita de cor uma “frase extraordinária” de Bernstein (“o reino da democracia é o reino do compromisso”), para logo a seguir deixar cair a máscara do putativo conciliador, admitindo ter “um feitio pouco dado ao compromisso” e fazer sempre um “grande esforço para se inclinar para esse lado”, porque, quando acha que tem razão, é “um animal feroz”.
A entrevista de Sócrates ao Expresso de ontem deve ter deixado Santana e Portas (e Cinha Jardim, com eles) em estado de pânico. Vem aí, ai que medo!, um “animal feroz”!…
Dois mil anos depois, (abram alas!) a grande política vai finalmente regressar ao Coliseu…

Julho.2004