Uma Ségolène demasiado Royal…

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Bastaram-me dez minutos de debate para perceber por que Ségolène Royal perderá a eleição presidencial de domingo próximo. A sobranceria e o desprezo pelo adversário, sobretudo em pugnas como esta, nunca vencem eleitoralmente. Tenho pena…

Deus no lugar de Eros…

De quando em vez, para me inspirar, espreito o site do Opus Dei. Hoje esbarrei com este testemunho intensamente erótico de Ekene Ogbechie (a jovem da fotografia), que Freud não desdenharia escalpelizar…
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“Em 2001 uma amiga minha sugeriu-me que fizesse um retiro espiritual em Wickenden Manor. Fui e durante aqueles dias de oração questionei-me a fundo sobre o sentido da minha vida. ?Estarei a desperdiçá-la?? Perguntava eu a Deus. Nem todas as pessoas que fazem um retiro se questionam sobre temas tão essenciais, mas fiquei impressionada com a mensagem de santidade que tinha escutado durante aqueles dias.
A partir daí comecei a assistir, com algumas amigas minhas, a diversos meios de formação cristã em Ashwell House, uma residência universitária de Londres dirigida por mulheres do Opus Dei.
Durante esse tempo cantava num grupo musical, tinha uma intensa vida social e desfrutava de muitas coisas; mas faltava-me algo; sentia na minha alma uma inquietação íntima e um forte desejo de Deus, difícil de explicar. Não é fácil passar para o papel o que se sente quando se está nessa situação. Dava-me conta, na minha cabeça e no meu coração, de que Deus me estava a pedir mais e que devia dar-Lhe mais!”

O pudor impede-me de transcrever… mais. O resto do testemunho podeis lê-lo aqui.

A mais extraordinária invenção do diabo…

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Sol, 28.04.2007
Depois do limbo, os hierarcas da igreja dita católica irão abolir mais o quê? O céu? O inferno? O purgatório? Deus, ele próprio (ou ela própria)?…
Estes machos purpurados são a mais extraordinária invenção do diabo, digo, a sua própria encarnação…

Finalmente a desordem…

ardemos já numa pira
ainda invisível
dentro do fulgor da chama
jazem todas as cinzas
e nenhuma boca sorri
a prometer o amanhã
ou o silêncio do mar
no peso líquido nos olhos fechados
há um instante de pânico e uma onda
que não mais baixará a descobrir a areia
finalmente a desordem
perco a tua mão de vista
perco-me de tudo
nem sono nem amor
nem palavras
o futuro nunca tarda

Ana Saraiva