Quem tramou o Presidente?…

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A anedota que faz hoje a grande manchete do Expresso é bem ilustrativa do estado em que se encontra o país e, muito especialmente, a administração judicial. O Presidente foi levado (espera-se que, um dia, se saiba por quem) a indultar um sujeito que anda há muito fugido da justiça. A ocorrência não merece um comentário, mas uma gargalhada apenas. Tudo isto é patético de mais (perdão, queria escrever “pateta”) para ser levado a sério

O sacrifício da pele, segundo Fernando Santos…

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O Jogo, 02.02.2007
Fernando Santos, que já foi o engenheiro do penta e agora é o engenheiro do NÃO (à despenalização da IVG), sempre impressionou pelo sofrimento que, em todas as expressões, evidencia. É um homem que vive permanentemente na cruz. Eu julgava-o simplesmente masoquista, mas depois de ler ontem O Jogo sou obrigado a concluir que deve ser bi, ou seja, sado-masoquista. Deixar a pele em campo? Nem Cristo exigiu tanto aos seus apóstolos…

Tortura de Tântalo…

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A notícia pode ser lida na edição de hoje do Público. O Ministério da Educação, actualmente, não ganha uma causa nos tribunais. Num país decente, a Ministra e os seus acólitos já teriam pedido a demissão e sido exonerados. Os alunos vítimas da química trapalhada que não recorreram aos tribunais foram duplamente penalizados. Quem os indemniza? Evidentemente, ninguém. Quem responde, politicamente, pelo prejuízo que lhes foi causado? Ninguém. A Ministra da Educação acha-se… irresponsável. E, provavelmente, terá razão.

Um cartoon deslumbrante de António…

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Há muitos anos que o melhor do Expresso são… os cartoons de António. O da edição de hoje, que excepcionalmente me atrevo a reproduzir (espero, meu caro António, que me releves o atrevimento!), promete correr mundo e fazer correr rios de tinta. Uma vez mais, António dá cartas…
Falta, apenas, saber quem irá a jogo…

As leviandades do Expresso (2)…

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Esta reportagem do Expresso, com chamada retumbante à primeira página, é um… “flop”. O Expresso podia repeti-la todas as semanas, que estaria sempre… actual. As “praxes” militares, independentemente do género dos “praxados”, produzem quase sempre os mesmos efeitos. A única diferença é que nem todos os “praxados” precisam, imediatamente, de tratamento médico ou psicológico. A reportagem só existe porque, neste caso, a vítima foi uma… mulher. Se fosse um homem, o título de primeira página provocaria uma gargalhada: “HOMEM VIOLENTADO EM PRAXE MILITAR”…
As opções editoriais do Expresso nunca desceram tão baixo…

O meu Código de Erotismo (17)…

CORPO
Não é o corpo que acorrenta as pessoas, mas o cárcere a que o corpo as convida. Há corpo a mais nas pessoas. Corpo excessivamente centrado em si próprio, corpo reificável, apropriável. O teu corpo pertence-me. O meu corpo pertence-te. E tudo o que sou, tudo que és… projecta-se num corpo. Um corpo que cansa. Um corpo que não terá jamais a plasticidade do pensamento que o ilumina e o conduz. A liberdade das pessoas subentende a liberdade do corpo. Desejo-te muito para além do corpo que me ofereces e que eu ofereço. O erotismo evade-se das amarras de um corpo e transcende-o. Está em pensar-te sem ele.

Uma capa mistificadora…

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Esta não é, evidentemente, a questão. Ninguém vai ser chamado a decidir, no próximo dia 11, quando a “vida” humana começa. Vamos decidir uma coisa muito mais simples e menos “ontológica”: se as mulheres que abortam até às 10 semanas devem ser tratadas como criminosas. A Visão, pelos vistos, ainda não percebeu.

E se os “pais afectivos” não tivessem protegido Esmeralda da… justiça?!…

O Tribunal Constitucional precisou de dois anos para decidir se os pais “afectivos” de Esmeralda (que cuidam da criança desde os 3 meses de idade) poderiam ou não intervir no processo de regulação do pater paternal, ou seja, se seriam, legitimamente,”parte interessada” no processo. A Relação de Coimbra achara que não, que os “pais afectivos” de Esmeralda não tinham legitimidade para intervir no processo (quando eles é que cuidavam da criança). Agora, ao fim de dois anos, o processo corre o risco de regressar à estaca zero, como se nada, entretanto, se tivesse passado. Felizmente, a criança está a salvo da justiça…
Para tornar a novela ainda mais picante e rocambolesca, soube-se hoje pelo Público que o MP junto do Tribunal da Relação de Coimbra defenderia a libertação do pai afectivo, “considerando que perdeu “interesse ou utilidade” para a justiça a sua prisão preventiva pelo sequestro da criança de cinco anos que acolhe desde os três meses de idade”. Soube-se isto no exacto dia em que o Supremo Tribunal de Justiça se prepara para decidir sobre o pedido de “habeas corpus”.
Felizmente, repito, a criança está a salvo, protegida da justiça…