Quando os empreiteiros e as câmaras não ajudam…

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Hoje, vi a tabela classificativa da chamada Liga de Honra (a antiga 2ª divisão do futebol indígena). De baixo para cima: Desportivo de Chaves, Portimonense, Vizela, Varzim, Gil Vicente, Guimarães, Estoril… Todos estes clubes, ainda não há muito tempo, jogavam na Superliga. Desceram de divisão e desceram ao inferno. Os empreiteiros e os autarcas têm quebras de… entusiasmo.

Repulsa…

Hoje chegaram-me às mãos 3 panfletos diferentes do NÃO. Panfletos, todos eles, ligados a movimentos serventuários da igreja dita católica. Panfletos abundantemente distribuídos nas paróquias no passado fim-de-semana, geralmente, no fim das missas, à porta das igrejas. O argumentário é o mesmo de sempre: “MÃE, VAIS-ME MATAR?”
A repulsa impede-me de reproduzir aqui esses vómitos.
Os rebanhos aterrorizados são capazes de tudo. A igreja dita católica tem muitos séculos de experiência de aterrorizar rebanhos. Veremos, no dia 11 de Fevereiro, se ganha, uma vez mais, o terror ou a liberdade civilizadora…

Marcelo e o “tratamento sociológico” compulsivo das mulheres que, “criminosamente”, abortarem…

Marcelo Rebelo de Sousa usa o tempo de antena que a RTP lhe proporciona ao domingo para fazer campanha pelo NÃO e defender coisas extraordinárias. A IVG até às 10 semanas (tirando as situações “especiais”) continuaria, na lei, a ser crime, mas não haveria tribunais, nem sanções para ninguém. Um crime sem… castigo. As mulheres (coitadinhas!) que abortassem “criminosamente” seriam sujeitas a… tratamento compulsivo (sociológico, psicológico, psiquiátrico, talvez filosófico e religioso). Marcelo consegue dizer estas enormidades com o ar mais cândido da criação e, de certeza, há muita gente neste pobre país que acredita que o que ele diz faz… sentido.

E a RTP, que todos nós pagamos, ajuda à festa da… confusão…

Este país, visto prudentemente à distância, mete nojo…

Um Estado-canalha…

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Neste processo, o que é que não falhou? A Segurança Social, como é escandalosamente habitual, andou aos papéis e continua. Os tribunais, todos eles, acertaram ao lado e não foram sequer capazes de fazer cumprir (felizmente para a criança) as suas infelizes decisões, senão a de meter na cadeia (corajosa e iluminada decisão!) o pai afectivo candidato à adopção. O Ministério Público andou perdido no processo e só agora parece ter percebido o óbvio (que a criança não é uma coisa que possa andar a saltar de mão em mão). A mãe biológica, abandonada por tudo e por todos, entregou a filha e o pai biológico, só encostado à parede, assumiu a paternidade e as respectivas consequências. Pensando nos interesses da criança, a única parte que se portou à altura foi o casal que a acolheu. Imagine-se o que teria sido o destino da criança sem a intervenção dos alegados… sequestradores…
Este processo dá bem a imagem do Estado que temos, um estado-canalha.

Deselegâncias…

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Lídia Jorge, que passa na praça por escritora, nunca se distinguiu pela elevação (literária ou outra). Hoje, no Sol, confirma a condição, vomitando, sobranceiramente, deselegâncias preconceituosas sobre o Presidente da República, por sinal, seu conterrâneo.
É desta massa que, em Lisboa, se fazem os intelectuais…

Bastonadas…

Os bastonários da Ordem dos Médicos e da Ordem dos Advogados partilham a causa do NÃO à despenalização do aborto até às 10 semanas. Ambos aspiram a essa extraordinária magia: que o crime continue na lei, mas não chegue aos tribunais. Não há dúvida de que os médicos e os advogados deste país confiaram os respectivos bastões às pessoas certas…

Pena que não se entendam…

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José António Saraiva, director do Sol e ex-director do Expresso, regressou à adolescência: só consegue falar de si próprio. Para dizer mal ou bem, tanto faz. Hoje, discorre na Tabu sobre os seus putativos… inimigos e detractores. E, masoquista, evoca o testemunho de Eduardo Prado Coelho, que, um dia, o terá catalogado como “atrasado mental”. Almas gémeas, está visto…

Em Lisboa, tudo tem mais encanto…

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Durante duas décadas, a Bragaparques passeou em Braga e arredores a sua… generosidade. Foi necessário que aterrasse em Lisboa para que o país começasse a descortinar os seus méritos. O país, o Ministério Público e a Polícia Judiciária. A gula, em Portugal, morre sempre no Terreiro do Paço…
Morre?…