Os “embriões promissores” de Policarpo…

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Hoje comecei mal o dia e o ano. Liguei o televisor e apanhei logo com Policarpo, o putativo patriarca de todos os católicos portugueses, perorando sobre ?embriões promissores?. O senhor fala de ouvido. De falsas promessas está o inferno cheio?
Só ele, por parca ou nula experiência da via terrena, é que ainda não descobriu…

As pessoas correntes precisam apenas de um pretexto qualquer para festejar o que quer que seja…

Sobrevivi e não dei por nada, mas parece que o novo ano nasceu de cesariana, entre urgências bebidas a champanhe e palavras de nenhuma circunstância. Claro: os brasileiros entrevistados pelos repórteres de turno continuaram a dizer que é “lindo” e “maravilhoso”; os portugueses em bicos de pés reclamaram, apenas, paz e felicidade, por esta ordem ou pela contrária; na Madeira, rebentaram não sei quantas toneladas de preservativos e dois turistas italianos gostaram muito; em Viseu, alguém andou aos tiros e não matou ninguém; nas estradas, honrando a tradição e o pundonor da GNR, morreram mais uns tantos; no Porto e em Gaia, como é costume, o fogo concorreu; o patriarca, até ele, sonhou com embriões promissores e, consta, não cobiçou a vizinha de Scolari; no casino do Estoril, até as viúvas eternas dançaram…
Digo: aqui e em toda a parte, as pessoas correntes precisam apenas de um pretexto qualquer para festejar o que quer que seja…